19 novembro 2009

Da janela do meu quarto.

Foto por: Marco H. Strauss

Assistindo a realidade, apenas pela janela, avisto uma utópica tranquilidade, tal que provavelmente só ficará na imaginação. A qualidade de imaginar aquilo que se quer é fantástica, e através de uma vista, diria magnífica – mesmo que ofuscada por prédios – é possível ir além das preocupações corriqueiras.

Resolvi mudar um pouco o tema essa semana, não mudar de forma drástica, afinal mudanças são lentas e é assim mesmo que devem ser. Por esta semana chega de problemas, gostaria de abrir espaço apenas para discutir uma questão, digamos “religiosa”, não para gerar divergências sobre o tema – se bem que essa é nossa tarefa –, mas para abrir horizontes.

Curiosamente abro um livro esta semana e começo a lê-lo, tal livro intitulado “Violetas na Janela”, uma obra ditada pelo espírito Patrícia e psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho. Espiritismo. Já havia lido algumas obras sobre o tema, nada de mais, apenas supostas histórias, das quais não recordarei nem a primeira letra do título. Com certeza nenhuma delas deixou tão claro e ao mesmo tempo tão incógnito em minha mente algumas coisas sobre o além – ai chegam as indagações sobre além dos problemas, além da vida.

O livro mostra como seria o “paraíso” através da visão espírita, muito curioso e que sem dúvidas deixa muitos pontos de interrogação. Como falei, mudarei de assunto, mas impossível mudar completamente, sendo assim, nestas leituras sobre um possível “além”, através de citações da obra, recordo-me de algumas crenças que já haviam me feito refletir. Trata-se da nossa tarefa em terra, como, por exemplo, por que algumas pessoas nascem tão ricas e outras tão pobres? Ou, por que uns morrem velhos e outros não saem da sala de parto? Coisas do tipo, perguntas sem respostas ou com respostas não provadas.

Não se trata de discussão sobre essa ou aquela religião, apenas certo conformismo sobre muito do que acontece em terra, não seria aqui o lugar onde pagamos por “crimes” que já cometemos? Uns roubam, outros pagam. Muitos morrem, muitos matam. Tratará a natureza de, no seu devido momento, punir e dar merecimento a cada um de nós? Talvez todos estejam apenas cumprindo tarefas, se sofre, é porque um dia já fez sofrer, se goza é por já ter sofrido de mais, carma chama-se para alguns, não é? São essas crenças que me fazem olhar para a vida e para as pessoas com mais otimismo.

Esse é um texto fora do comum, estranho pela sua forma e pelo seu tema, mas penso que deve haver algum motivo para tantos casos vergonhosos e extremos que citamos semanalmente nesse humilde blog (se não há explicação então a inventamos para tornar as coisas mais compreensíveis).

P.S.: Cito, para esclarecimento que não sigo nenhuma religião, apenas tiro proveito o que de melhor vejo em cada uma. Entre todas elas, o espiritismo é uma das quais mais me agrada, apesar de discordar de muitas coisas e agregar à minha crença muitos outros pensamentos.



4 comentários:

  1. Com certeza ha muitas coisas inexplicaveis, eu tenho muita fé em Deus por mais que isso possa parecer fora de moda hoje em dia, mas isso nao quer dizer que seja conivente com os abusos das religiões e acredite em "teorias" que preojudicam o desenvolvimento da humanidade, como o criacionismo porexemplo ou o não uso de anticoncepcional e camisinha e é aii que eu vejo o problema da religião.. como explicar que uns nascem probres e outros ricos e pronto ? isso atrapalha a dinamica de pensar a sociedade é uma forma conformista de ver o mundo.. sie laa
    gostei muito da mudança de estilo e da foto o/
    valeu Marco = )

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  2. Valeu! Mudanças as vezes são boas. hasuhasuash
    Ainda mais quando é para alegrar um pouco mais quem lê. hasuahsashas

    Abração, brigadão pelo comentário.

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  3. legal a vista da janela do seu quarto!
    =)

    pois ée, eu já sou um tanto cética, não por moda, mas porque o pensamento da maioria das religiões não me faz sentido (talvez o budismo faça um pouco de sentido pra mim em alguns aspectos). Respeito a fé das outras pessoas, mas prefiro buscar as explicações e soluções desses tipos de questões e dúvidas de forma "material", e acho até meio equivocadas certas explicações religiosas para questões do tipo pq alguém é pobre ou rico.
    E quanto às coisas inexplicáveis, que nossa razão não alcança, acho-as até mais instigantes, algumas bonitas, desafiadoras quando são encaradas como "mistérios", sem querer explicá-las de fato com deuses, espíritos, etc (embora eu goste de ler e saber sobre religiões, mitos, lendas, pq mais do que sobre o sobrenatural, falam sobre os humanos que os inventaram).

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  4. Com certeza as tais repostas "materiais" são melhores, mais eficazes, mas há muita coisa que se paramos para pensar parece existir um "algo mais", também não acredito em muita coisa, mas em alguns momentos (ainda mais quando leio livros sobre o assunto)histórias me parecem a realidade. O budismo é muito interessante, tem crenças, mas te dá liberdade para pensar, diferente da religião católica, por exemplo.

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