21 novembro 2010

O poeta e o "vencedor"

Varrendo com a memória
Todos os lugares
Na audácia de prever o futuro
Por conhecer o passado
Tão inocentes os que acreditam saber
Tão prepotentes os que acreditam ter vencido

Nada esta perdido
Nas careiras do vento
Num poeta desconhecido
Falando sobre tudo
Não conhecendo nada
Chega sua obra em caixas
Textos anônimos
Esquecidos
Sem a autoridade do autor
Importando mais quem fez do que o foi feito
Desconstrutor humilde de falsas verdades

Ainda vive
Sabe que ninguém sabe
Por isso sabe muito
Não conhece nada
Viveu o mundo

Dias na memoria
Artesanalmente criados
Na violência e inconstância das aguas
Moldando rochedos
Não é ninguém
Por isso é todo mundo
É qualquer um
É o povo
A representação do sentimento humano
O que há de mais sublime
Poeta desconhecido

Quem acreditou vencer
E viveu apenas uma vida
Todos os lugares transformados num mesmo
Vencia cada momento
Sua vitoria própria de não mudar
Ganhou e fechou-se em si mesmo
Homem conhecido que morreu

Poeta desconhecido que perdeu
Despojou-se em cada canto de um preconceito
Levou uma beleza
Vivendo em cada sorriso
Existem ainda senhoras
Que ao anoitecer rezam por ele
E como uma lenda
Contam sua historia
Para as jovens filhas sonhadoras
Em tom de segredo feminino
Das antigas mulheres que na repressão
Olvidaram o amor e aceitaram o poder
O mito viaja as antigas ruas
Sem saber por onde anda
O poeta desconhecido

Homem conhecido
Vencedor que todos localizam
Tumba de faraó
Temida ainda em pesadelos
Nome de ruas
Exemplo de austeridade
Pobre ser que ninguém amou
Mas a todos comprou

17 setembro 2010

O peso e a coragem

As tensões demonstram
As tensões demarcam
A ousadia referenda
A ousadia assusta
A paciência espera
A paciência faz mediação
E os homens valem respostas
De cada momento
De cada situação
Quem melhor se adéqua
Quem melhor responde
Quem suporta a pressão
E os homens valem a pressão
De uma difícil decisão
Responsabilidade em cotação
E assim...
Os homens valem o peso e a coragem de cada decisão


Postei ai um poeminha bem bobo, acho que tem a ver com eleições, particularmente não conheço ninguém digno de nada que esteja se candidatando, nenhum homem ou mulher possam valer alguma coisa =p

Ps: sei que esse blog anda meio esquecido e não prometo melhoras, espero que entendam o momento, afinal é preciso sobreviver, mas o dia chegara em que os textos serão revistos e as discussões estimuladas
abraços x)

05 setembro 2010

O mito da democracia

Áhh, eu queria entender o mito da democracia no Brasil, dessa lógica sem razão de ser que faz as pessoas se sentirem culpadas por não terem uma linha partidária bem definida, por não defenderem político algum, por acharem que são todos farinha do mesmo saco.
Plantam a ilusão da democracia nos nossos olhos de dois em dois anos e ainda enchem o saco tentando fazer pesar a consciência dos mais sóbrios que são sem duvida os desiludidos, eu não acredito em ninguém e essa é uma das poucas coisas em que me acho inteligente.
Agora é o ano de escolher o presidente, e quando digo que Dilma e Serra não são lá muito diferentes, assim como Iris e Marconi ( esses então nem se fala..) vem logo alguém defender uma postura e o engraçado e que no discurso de defesa de um candidato o apesar de é a figura mais freqüente, outra é a comparação, ou seja, tal candidato é bom apesar de... ou tal candidato não é bom mas é melhor do que... chega, isso irrita, isso me estressa, não vou votar em ninguém, não tem lógica nenhuma e parece que estamos todos de olhos vendados, não é possível, como alguém cola um adesivo no carro e estraga a pintura com a foto de um candidato que não conhece ¿ um infeliz, seja quem for, que já enriqueceu a família, que anda de carro importado e que tem como função ajudar um país de miseráveis ¿ qual a lógica de gastar um milhão em campanha e ganhar menos de vinte mil por mês ( no caso dos deputados) ¿ é matematicamente inexplicável, ai dirão com certeza que nem todos gastam isso... claro, quem não gasta também não ganha e continuamos nadando na praia, nadando na praia, é isso e só isso... Eterna depressão das eleições, então, podem ate me chamar de despolitizado, mas não podem me chamar de burro, pelo menos isso não, um poeta dizia que ignorância era a melhor coisa que existia, talvez seja mesmo, empolgar com a Dilma ou com o Serra como se fosse Corinthians e São Paulo, Vila e Goiás, eu não quero eu não vou, eu tenho vergonha, muita vergonha, vergonha de morar em um estado em que restam seis Ava canoeiros e ainda assim dois grandes milionários de mesma ideologia disputam o governo, um dono de uma metade o outro dono da outra metade, eu que não sou dono de nada não prego um botão, ate pensei em votar, mas participar disso já é em si ir contra o raciocínio lógico que eu esforço tanto para conseguir, meu voto é nulo.
É isso e só isso, nem vou corrigir, já perdi tempo demais e aprendi a pensar em mim já que é preciso sobreviver e o tempo não volta, as pessoas não tem cura, e não é pela falta de conhecimento antes que um intelectual pretensioso, desses que acreditam que “pobre” não sabe votar venha falar alguma coisa, como se quem estuda fosse a luz da sabedoria, quem não saber votar somos todos nós, porque quem depende da confiança do povo não pode errar nunca, eu faço de tudo pra não errar, porque votaria em políticos que erram tanto, eu não confio em quem trai suas ideologias, porque votaria em políticos que fazem isso a todo momento, ai vem me dizer que é jogo é estratégia... Hora, estratégia de que ¿, esse alternação de poderes existe desde sempre... Só não quero ser burro, o que confiou, o que acreditou, isso faz mal demais pro meu ego.

e como disse, depois corrijo ou não, não vou perder meu tempo, vou cuidar do espírito do outro mundo, quem dera esse mundo fosse cristão, quem dera ate eu mesmo fosse verdadeiramente cristão, não teríamos eleições.

28 maio 2010

A nós é IMPOSTO.

Sinceramente, eu gosto de pagar impostos. Não gostar do modo mais literal da palavra, porém entre todos os males é o menor. Apesar de grande potencial de julgamento que tenho, não julgo o Brasil por sua carga tributária. Sonegar e reclamar pela grande carga tributária todo mundo faz, porém poucos enxergam a suma importância desses tributos. Não posso dar uma de bom moço, e omitir que por muitas vezes sonego imposto, porém concordo com as cobranças. Os preços são absurdos, de fato; é caríssimo comprar, por exemplo, um software original, um cd ou DVD, ou tantas outros objetos que buscamos no dia-a-dia. Entretanto nada se faz sem um bom recolhimento de impostos. Normalmente, se alguma equipe de reportagem, se dirige à um supermercado fazer uma reportagem sobre os tais tributos pagos pelo consumidor, a única coisa que escutaremos dos contribuintes são reclamações. Reclamações sem fundamento, apenas partindo do princípio de pagar menos. Concordo que as coisas são caras, isso não se tenha dúvida, porém não vejo necessidade de diminuir os impostos. Dentre todas as mudanças necessárias a diminuição de tributos não é uma delas.

Problema

Como tudo não é um mar de rosas, teria eu que reclamar de alguma coisa, acredito eu com razão. “O Brasil é um dos países que mais paga impostos.” – mentira. É de fácil circulação esse tipo de afirmação, pondo o Brasil como um país muito mais injusto do que a veracidade de sua injustiça. Países de primeiro mundo, tem uma porcentagem de arrecadação parecida se não maior que o Brasil, e isso os auxilia quanto ao seu posicionamento de desenvolvimento. O dinheiro não nasce em árvore, não aparece por mágica e, muito menos, caí do céu. O governo precisa dele para cumprir com seu papel. Então se o problema não está na quantidade da arrecadação onde está? Digo à vocês – com certeza ninguém precisa de mim para dizer isso, é tão óbvio que apenas os mais leigos lerão esse textos e serão surpreendidos - está na distribuição. É muito fácil impor taxas para todo o lado. Recolher é uma arte fácil de ser tramada, o problema é saber distribuir; o grande vilão da qualidade de vida, é o retorno que o imposto pago nos trás. Ao contrário do que acontece aqui no Brasil, países de primeiro mundo, com grande quantidade de tributos, transferem boa parte do que lhes foi pago em benefícios à população. Muitos países não têm escolas particulares, as públicas são espetaculares; são esses mesmos países que dão atendimento médico de qualidade ao povo, pois é, difícil de acreditar. Duvido que algum brasileiro já tenha se imaginado indo à um posto médico e sendo atendido de forma melhor, impossível, sem desembolsar um real. Duvido.

Solução

Primeiramente, é impossível atingir uma fórmula mágica que resolva todos os problemas. Se a tivesse, certamente teria ganho algum dinheiro. O que falta no Brasil é a consciência, altruísmo e pluralidade. Aqui, todo mundo baixa a cabeça e faz por si. O político, chega ao cargo com um apoio magnífico, mas quando lá está, só pensa no pé de meia e ta nem ai para o mesmo povo que lá o pôs. O presidente, prefere tomar vinho e comer queijo, à resolver de uma vez por todas o problema de filas em postos de saúde. A população fica sem atendimento, as crianças sem escola, as estradas precisam de empresas privadas para mantê-las, e por ai vai. O Brasil é um país grande, tem uma arrecadação enorme, mesmo com tanta sonegação. Apesar de tanto roubo por parte dos políticos, sempre há dinheiro. Seria tão melhor se todo dinheiro que fosse investido na forma de impostos retornasse. O brasileiro não vê necessidade em pagar imposto, pois o governo não o instiga à pagar. É um por um e o todo que vá à merda. É assim que as coisas funcionam. Se fizesse diferença na hora de por o filho na escola ou de procurar ajuda médica, provavelmente ninguém mais aderiria à pirataria. Tanto clamam que paguemos impostos, tanto clamam que não ajudemos ao tráfico, porém nada fazem para ajudar nessa mudança. Querem que paremos de pagar uma instituição ilegal, que não nos dá retorno nenhum – a não ser a economia do próprio bolso – e comecemos a pagar uma instituição legal que continuará não nos dando retorno, mas pelo contrário da primeira citada, gastaremos absurdo a mais. Fico até imaginando um discurso sobre o tema, daria uma grande apresentação de Stand Up Comedy!

24 maio 2010

Morrer em vão

Os bons corações acreditam na humanidade, os moderados são falsos mas ajudam o próximo e os maus enxergam a verdade e á usam em seu favor.

Acredito ser desse meio, dos moderados, sem ter ilusões, ter fé na humanidade pra mim parece algo ridículo, sem fundamentação pensar que o homem é por natureza bom, prefiro Hobbes a Rousseau, prefiro uma verdade bem contada que uma mentira cheia de adereços. As pessoas se assustam com Hobbes e Maquiavel, com Nietzsche e outros mais, se assustam pela sua completa falsidade ou ilusão, mais falsidade que ilusão é verdade. Conheço poucos iludidos, são na sua maioria comunistas, comunistas de coração, mas a fé nos livros vermelhos costuma durar pouco e logo o poder corrompe as engrenagens do amor. Marx se torna um meio para receber títulos e um bom vencimento em faculdades e sindicatos, no fim é a ferramenta para uma vida alternativa na academia, aliando hipocrisia e conforto.

Já os que não são iludidos, os falsos, somos nós que conservamos, os conservadores, que fingimos estar fazendo algo dando dinheiro para o “criança esperança” cegando nossos olhos para a justiça e para o instinto carnívoro do homem, acreditando em Rousseau e em leis. Somos os piores, nazistas são assassinos declarados e por isso perseguidos, somos assassinos ocultos matando africanos de AIDS e chineses em manufaturas, somos piores, muito piores, somos medíocres.

Mas o que fazer? Sinceramente acredito que a resposta seja nada! Não há nada a fazer, talvez não optar por ser um consumista louco já seja um caminho, talvez tentar enxergar as coisas sem o véu da mentira seja também útil. Ter coragem é primordial, coragem para dizer o que pensa e estender a mão para quem está perto, mais do que isso é ilusão, é dar murros em facas afiadas.

Um amigo Marxista me diz sempre que o Marxismo é cientifico, um grande amigo, com um peito enorme para crer na humanidade sem medir palavras e atos. Hora, esse é justamente o problema, o Marxismo é cientifico, um modelo ideal, racional para seres irracionais para animais movidos por instintos, por paixão, por fama, poder e dinheiro.

O capitalismo é irracional, um sistema degradante e desigual e por isso tão forte! Tem sua força no inconsciente humano, hora o que são os cursos de publicidade se não escolas de ensinar a enganar o inconsciente? Fossemos seres racionais a realidade seria outra, como disse Aristóteles o bem comum é a lógica em si, hoje te ajudo amanha você me ajuda, não existiriam bancos e as pessoas não andariam sozinhas nos carros, o que é a maçonaria se não uma grande organização que prega a cooperação mutua? Por isso maçons são ricos, por isso os pobres que são desunidos pagam duas vezes o preço de uma cama que custaria duzentos reais, pelo simples fato de não ter quatro amigos que cooperem entre si e emprestem cinqüenta cada.

Não é uma matemática difícil de ser feita, o problema e que não agimos segundo a matemática, queremos ser melhores e com esse intuito acabamos por ser iludidos pelos que estão no topo, os mais espertos, os que sabem como funciona o sistema, os operadores, os "malvados" Srs de terno conscientes do preço do dinheiro.

Uma historia rápida (que todos conhecem) para ilustrar como a humanidade nunca foi racional: Primeira guerra mundial, a Europa se destrói, vira um campo aberto de cadáveres, Marcel Duchamp mostra em suas obras como toda a tecnologia e nacionalidade não serviram pra nada, todos acreditam que nunca mais algo parecido iria ocorrer.

Segunda guerra, pior ainda que a primeira, pessoas são escravizadas e queimadas em campos de concentração, a guerra acaba e a ONU é criada para estabelecer a paz mundial, o mundo esta no alvorecer dos pactos de paz e direitos humanos. Guerra fria, bombas que poderiam destruir a terra são criadas, justo por aqueles paises que participaram dos pactos pela paz, pelo julgamento justo dos crimes de guerra em Nuremberg ocorridos na segunda guerra.

Eu só queria ouvir dizer de alguém que pudesse me explicar em termos lógicos que a humanidade poderia ser diferente, expliquem me o bem, porque o mau é muito óbvio embora disfarçado pelo Direito, pelos tratados e pelas novelas. Talvez acreditar no mau seja o começo para recobrar a consciência, fazem mais de duzentos anos que a bandeira da bondade humana, da revolução baseada em Rousseau tremula sobre nós e foram os anos mais cruéis de todos os tempos, uma mentira bem contada mata mais que as verdades dos filósofos pessimistas.

A democracia representativa é o maior trunfo da manutenção do poder já idealizado na historia, não é preciso mais levantar a arma, o estado faz isso pelo capital dos comandantes, e se o estado é de "todos" a culpa não é de ninguém, é do "bandido" que quebrou o contrato!

Nesse contexto, roubar é um ato de dignidade, defender sua dignidade, lutar pelos seus direitos, seu direito de ter uma casa e dar uma escola para seu filho, passe no primeiro banco e faça um vale, pegue do estado o que esta garantido constitucionalmente, afinal esse é o contrato! Não existe bom ou mau, é só a selva, o instinto, não há lógica, é um jogo e ganha quem tem ousadia e é esperto, lute pelos seus, mais que isso é morrer em vão!

14 maio 2010

Sobre carros e direção

Muito se fala sobre “se beber não dirija”, porém muito pouco, de fato se faz. Beber é bom, e isso ninguém nega. Nada melhor que terminar uma noite sob o efeito expansivo do álcool. Alguns preferem outros “combustíveis” que tratem de ligar e providenciar a melhor noite de suas vidas. Digo noite, pois é lá que está a maior parte do festerê. Tem a cerveja de domingo, de sexta, de sábado, de segunda, terça, quarta e da quinta também, por que não? Pois bem, fato é que qualquer indivíduo que já tenha passado por bons momentos de diversão alcoólica, logo retornará procurando a nostalgia. Eu mesmo, admito que o álcool me acompanha durante muitos dias. Vivo sem, mas prefiro não dispensar uma cervejinha ou um vinho pra esquentar, ou embriagar. O certo é que todos se apavoram com as notícias de morte ou até pior que aterrorizam os noticiários diariamente. O problema é que o pavor dura pouco tempo.

Certo dia, jurei a mim mesmo jamais beber e dirigir ou dirigir e beber. Pecador. Preciso admitir que, ao contrário do que prometera, já fiz isso. Por muitas vezes voltava a retomar o assunto, dizendo que: “agora sim, nunca mais vou beber e dirigir”. Mas sempre acontece. Já tive algumas surpresas por isto, felizmente nunca me aconteceu nada. Na maioria, digo maioria das vezes, a bebida não me afetou a ponto de meus reflexos maiores me abandonarem. Agora imagino, como vou julgar o camarada que mata uma família depois de beber, se eu mesmo, por menos que seja, já bebi com as chaves do carro na mão. Como há muito se sabe: falar é fácil, difícil é fazer.

É sempre possível passar da tristeza à felicidade, o álcool é um companheiro que por vezes nos ajuda, contudo, muito mais fácil é o nuance da alegria ao choro. Se vê, ao longo de estradas, a imprudência de motoristas embriagados pela bebida ou mesmo pela sua estupidez. Caçam uns aos outros, em ziguezague, como quem está numa pista de corrida. Bom seria se apenas os que isso fazem morressem. Tudo bem, foi-se mais uma vida. Inútil. Ruim mesmo é quando essa brincadeira sem escrúpulos acaba por infernizar uma outra família, que por mais pecadora que possa ser, nada tinha com a brincadeirinha. Já passei por isso, já senti outra vida em minhas mãos, ou melhor, o final delas em minhas mãos, e digo: não é nada bom. Dera-nos se em breve conseguimos acabar com isto, seria para o bem de todos.

Digo que a bebida é boa, se faz mal, pouco importa, porém, não nego que haveriam outros modos de chegar ao ponto que o álcool nos leva. Serve a escolha de cada um. Ninguém deve parar de beber, mas sim saber das suas futuras condições. São raras as vezes que tenho esta indignação por meio deste assunto. Desta vez tive e resolvi escrever. Um depoimento, uma confissão, ou seja lá como se chame isto, admitindo os erros é que podemos consertá-los, logo é isso que faço. A morte é certa, mas existem muitos meios mais dignos e favoráveis de perecer. Pular de uma ponte, seria uma. De um prédio. Morrer numa batida de carro? Que clichê! Nem nisso eu quero ser igual aos outros. Façamos nossa parte, só espero que se algum bêbado bater contra mim eu esteja bêbado o suficiente para não sentir. Brincadeira. E como de costume: se beber não dirija. Até mais.

13 maio 2010

Modificações

Ao que me parece vamos dar uma reduzida nas atividades aqui do blog, fazer umas modificações e ver mesmo quem vai querer continuar, o espaço continua aberto a quem queira expressar sua opinião, as propagandas de divulgação na internet foram excluídas e não há previsão de retorno tal como era antes, embora isso não implique o abandono do blogue, da minha parte farei sempre o possível para colocar algo aqui.
obrigado a todos que tem nos acompanhado.

06 maio 2010

Caminhando na duvida

Fiz todo o possível para procurar na minha mente em algum lugar bem guardado um assunto que pudesse discutir aqui com idéias que fugissem do senso comum. Não consegui é um verdadeiro paradoxo, entro em uma nova faculdade, leio coisas novas e fico sem assunto. Não sei talvez as coisas precisem de tempo para amadurecer, talvez esteja com pensamento tão focado em um só sentido que tenha esquecido de todo o resto.

Essa historia toda do direito como forma de regulamentar a sociedade sendo estrutura necessária de poder e ao mesmo tempo do direito como alicerce de uma determinada classe dominante confunde um pouco e faz refletir sobre a natureza humana, o homem, seu comportamento, sua liberdade, seus anseios. Estudar direito é ter uma reflexão filosófica sobre as bases em que ele se fundamenta, são conceitos abstratos, a liberdade, a igualdade a segurança e até mesmo a propriedade quando se diz respeito ao equilíbrio na sociedade.

Por isso antes de ter pensamentos práticos e objetivos minha mente caminha na duvida, acredito que ando sem opinião, mas até isso percebo ser uma forma de escolha, os veredictos têm muita força, pois referendam a uma teoria o aspecto da verdade e uma vez contada uma verdade, outras idéias são construídas encima dela, verdadeiros castelos de carta que podem prejudicar inocentes, foi assim com as teorias eugenistas que por se proporem científicas foram aceitas como corretas durante muitos anos, influenciando políticas publicas em todos os aspectos : criminais, de saúde , de educação.

Por hoje é isso, não me arisco a caminhar mais sobre os assuntos do direito, quem regulamenta a sociedade interfere na vida de todos, e com todos não se brinca. não me incomodo tanto com essa confusão momentânea, eu que não acreditava em homens sem opinião, vejo agora a importância do silencio e da observação.

E ahh... desculpem pela demora com os posts, as coisas as vezes complicam um pouco por aqui, abraços!

29 abril 2010

Pseudo-orgulho

Certa vez me abracei a bandeira brasileira. Com o peito estufado vibrava algumas palavras do hino nacional, como se fizesse parte das coisas mais importantes da minha vida. Em meio a isso, me pediram o porque de tanta frescura. Para que esse patriotismo idiota? Não pude conter a surpresa, mas não dei muita bola. Achava ser por causa da seleção brasileira. Com o passar do tempo, finalmente consegui entender porque aquela pessoa tanto repugnava ao ver meu amor pela pátria. Começou com a seleção, que tanto me orgulhava, me decepcionando. Tudo bem eu ainda não entendia muito da vida, mas já foi uma decepção, uma grande decepção. Os meus heróis de guerra passaram a ser vilões.

Pois bem, aquele sonho de servir o exército que vinha desde criancinha começou a fazer parte do passado. Tive a sensação de preferir defender muitos outros países a defender meu Brasil. Tudo isso não podia se resumir a uma decepção no futebol. Foi então que comecei a prestar atenção no mundo a minha volta. Com o crescimento no intelecto fiquei sabendo de coisas que nunca antes imaginara. Vergonhosa comparação do que aconteceu no Brasil colônia em relação ao que aconteceu nos Estados Unidos, por exemplo. O meu remorso pelo patriotismo começava a engatinhar, e não demoraria para levantar e dar os primeiros passos.

Cada dia lembrava mais da pergunta que me fora feita tempos atrás. A surpresa da falta de patriotismo de alguns já não aguçava mais minha indignação. Com o passar do tempo fui achando cada vez mais respostas para o cara que tanto repugnava com minha atitude. Comecei a me interessar na política. Na história. No passado e no possível futuro do país. Quase fiquei cego ao acompanhar as notícias e ler livros sobre toda essa vergonha. Não poderia estar mais claro o real motivo de tanta indiferença com o país da maioria das pessoas. Foram nestes dias que o hino nacional apagou da minha memória. Me envergonhei por cada 7 de setembro ao sol, marchando. Tive vontade de chorar só em lembrar como tentava, a todo custo, decorar o hino nacional para não fazer feio. Era lamentável.

Hoje sou julgado. Sou julgado por não manter mais esperanças. Sou julgado por sonhar em viver em outro país. Ninguém me entende quando falo que não há razões para acreditar no Brasil. O problema é que esses não passaram pelo que passei. Vivi decepções que jamais serão apagadas. Fui abandonado pela pátria-mãe, ou melhor fui abandonado por seus filhos que tiraram tudo que ela tinha e nada deixaram para seus outros herdeiros. Muitos me recriminam quando digo que não queria ser brasileiro, mas isso é mais forte que eu. Um dia já tive orgulho do país, dizia com todo ar de meu pulmão: eu sou brasileiro! Sonhava em poder jogar na cara dos outros isso, dizer que aqui não tinha terremoto, que aqui pouca gente morria, que aqui era tudo bom e sereno. Nós tínhamos a melhor seleção de futebol do mundo! Utopia de infância. Mal sabia eu que era tudo mentira. Hoje sou envergonhado por isso.

Ainda há um resquício de orgulho, infelizmente não pelo Brasil. Orgulho do meu estado, assim como cada um deve ter do seu. Mas o Brasil como um todo já não funciona. Os estados também não, mas foi o que restou. As pessoas já não se importam com as coisas de real relevância, um tira vantagem do outro. O Brasil é um país unido apenas nas suas classes baixas, mas nem isso. O pobre rouba do mais pobre. O rico rouba do pobre. O pai rouba do filho. Não há mais ética, educação, respeito. Ninguém escuta a opinião do outro, todos são donos da razão. O Brasil é um país perdido.

Hoje me abraço a bandeira gaúcha. Canto o hino rio-grandense, que está na ponta da língua. Sou embalado por músicas que não saem da cabeça do gaúcho. Ao som de ‘amigo punk’, de ‘céu, sol, sul’, tenho orgulho do meu estado. Todos temos orgulho, cada um do seu. Ao som de ‘peleia’ eu digo: Pele-pele-peleia eu não vou fugir desta guerra não / Não vou deixar eles fuderem minha terra não / É mais fácil morrer estar lutando eu nunca vi peão gaúcho se entregando / Macho não é quem bate na mulher / Homem eu vou dizer o que que é / Gaúcho macho do chão farroupilha protege e ama a sua família...”. O problema é saber até quando isso vai durar. Espero todos os dias que alguém me dê um motivo de decepção. É questão de tempo. Não existem mais políticos que tenham orgulho de sua terra e lutem pela sua gente, isto é fato.

15 abril 2010

Da arruda ao Arruda

A arruda é uma planta denominada de diversas maneiras: arruda-fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte. A plantinha é muito vista em jardins, casas, floreiras e ‘acompanha’ muitos seguidores da boa e velha horta. Usada por muitos com finalidades medicinais, a arruda acalma – dizem os mais velhos – faça-se chá, então. Até para piolho – dizem eles – é bom.

Quem dera se toda arruda fosse boa. Quem dera que as (os) arrudas que falamos corriqueiramente tivessem apenas seu cheiro forte, cheiro este que na maioria das vezes nem incomoda, até agrada ao olfato. Pois para os brasileiros Arruda é motivo de dor de cabeça, é motivo de indignação e um grande motivo de preocupação. Assim como a plantinha cultivada em jardins de todo mundo, Arruda do DF foi uma escolha, ninguém obrigou ninguém a ‘plantá-lo’ lá; a opção foi dada. Também pudera, quem saberia que a arruda plantada poderia ter veneno, ou pior: atrairia malditas pragas.

Pode estar longe, as vezes nem importa. – Coisa pouca – diriam uns. O problema é que o cheiro da arruda pode chegar mais perto e é ai que a indignação aumenta. Como na arte da ‘medicina caseira’ poderia arruda apenas servir para espantar os piolhos, mas do contrário atrai cada vez mais. É difícil entender como continuam tentando plantá-lo por ai, ao invés de deixá-lo plantado no chilindró. Parece que alguns insistem em usá-lo atrás da orelha, talvez usando de inspiração os que saem por ai com galho de folhas da planta de mesmo nome no mesmo lugar. Livrem-se disso, de nada serve. O pior é que o cheiro com certeza impregnará naqueles que andam por ai com arruda – ou Arruda. É espantoso a soltura de tal surrupiador, mas como se trata do Brasil é crível.

Tal democracia

Um dia me disseram que o Brasil era um país livre. Fiquei aliviado, afinal ficava apavorado com Cuba ou o país norte-coreano. Um dia também me falaram que o Brasil é um país de mentirosos, mas isto já sabia há muito. Saibam aqueles que ainda não sabem que o jornal O Estado de S. Paulo já está censurado há mais de 250 dias, mas nunca mais se falou sobre o tema. O filho do presidente do senado “Sarneyzinho Jr.” – ops, Fernando Sarney – que apresentou recurso judicial para censurar o jornal “de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica” (O Estado de S. Paulo, 2009). A justiça aceitou. Tudo isso é informação ‘velha’, que nunca mais apareceu nos noticiários, porém o jornal continua sem o direito de liberdade.

Este é apenas um lembrete sobre tal assunto; será que teremos uma festinha para o Estadão no Senado, no Planalto ou em algum órgão público quando os 365 dias chegarem? Acredito que não. Sem coração esse pessoal. Não preocupem-se. Embora muitos tenham esquecido, ainda restam os poucos que lembram, e estes usarão a oportunidade de esclarecer tudo quando possível. Era uma vez um país livre e democrático, um dia ele morreu. Esta ilusão de democracia é pano para outra manga. Logo logo estará por aqui também.

Nada mais por hoje.

08 abril 2010

Dinheiro na mão é solução

Foi-se o tempo que política estava ligada a ideais. Revolucionários que tentavam chegar ao poder com o intuito de melhorar suas vidas e de sua ‘comunidade’, mesmo que fosse do desagrado da maioria da população. Não vejo mais aquele ideal político que deixa as pessoas revoltadas com as barbaridades que acontecem no dia-a-dia. É difícil precisar quando, de fato esse tempo se foi. Talvez há muito já não tenhamos ninguém que realmente se importe com seus ideais e busca uma posição política ou alguma ‘revolução’ apenas com pensamento no lucro monetário que obterá. São impressionantes as histórias – talvez não passem de histórias – sobre homens e mulheres do passado que lutavam e se sacrificavam para um bem maior, sem preocupação com o resto do mundo.

Traçando um olhar mundial percebo que em certos países temos alguns extremistas que podem ser considerados revolucionários pelos seus ideais, por mais injustificáveis que sejam. Mas isso é minoria. Prefiro fixar a visão aqui no Brasil, onde os ideais estão mortos, não existe mais esquerda ou direita, e se ainda existe o limite entre as duas é embaçado. Alguns ainda esboçam uma oposição, mas sabem que no fim terão que se entregar, querendo ou não – mas todos querem. Afinal uma boquinha aqui, outra ali torna as coisas tão fáceis de serem resolvidas. Hoje mais do que nunca as pessoas são corruptas, fáceis de serem manipuladas, materialistas e não idealistas, entregam sonhos por um cargo no governo ou uma mala cheia de dinheiro, algumas nem sonhos têm.

Não faço apologia à revolução. Sou de fato, contra revoluções, mas elas são necessárias. Quem nunca ouviu que o super-herói necessita do vilão para sobreviver? Assim funciona com a política. Não há direita se não tivermos esquerda, não há governo se não tivermos oposição, o equilíbrio natural das coisas precisa ser mantido, e o único jeito de mantê-lo é havendo oposição. O fato é que hoje todos jogam no mesmo time, não há adversário; todos querem sair ganhando, obter os lucros exuberantes sem esforço algum – só o esforço de mentir e surrupiar – e isto basta. É bom que haja paz entre as partes, é bom que não tenhamos que nos revoltar contra nada, afinal quem quer passar por uma revolução? O único problema é que não temos mais ninguém lutando pelo que importa, lutando pelo povo ou pela sua pátria. O dinheiro é o bem maior e todos correm atrás dele e somente dele.

Nosso país está em um tempo onde NENHUM político se importa realmente com as pessoas que o botam no cargo, seja lá qual for. Vemos a mudança repentina que há no comportamento de um candidato em ano eleitoral. Todos ficam bonzinhos, não há inimigos, vale tudo – até dançar homem com homem e mulher com mulher. Não há limites. Vale mentir, inventar, criar PAC 44, PAC 45 e quantos “pacs” o mundo suportar. Não importa o que vai ser efetivado, se haverá ou não algum lucro para o povo, a única coisa que importa é a proposta, falar, mentir, enganar o povo, o resto não importa. São todos assim, não há exceção, políticos não têm caráter, reis da antiguidade tinham mais respeito com seus servos do que nossos governantes têm conosco. As pessoas estão corrompidas e não haverá mudança tão cedo; primeiro temos que mudar nós mesmos, aprender os verdadeiros valores para que consequentemente se mude o resto. Nessas horas tenho vontade de virar monge e viver em algum templo perdido no mundo.

04 abril 2010

O libertário!

Esses dias na porta da faculdade uma amiga disse que achava complicado as pessoas terem facilidade para falarem de diversos assuntos, mas não de Jesus cristo, nem digo religião, digo Jesus Cristo. Estava pensando sobre isso e queria pedir que lessem meu texto, tentando deixar de lado um pouco da resistência ao assunto.

Falar de Jesus em um blog de opinião, em uma revista ou na universidade parece coisa de fundamentalista religioso, parece que não é assunto para a ocasião, apesar é claro, da maioria das pessoas acreditarem e até freqüentarem algum tipo de comunidade religiosa.

Nesse tempo de páscoa, eu que acredito demais em Jesus e não nego, (e nem por isso deixo que minha crença sobreponha a razão) formulei algumas questões do ponto de vista da sua historia e da apropriação dela pela sociedade. Cheguei a algumas primeiras hipóteses, percebi que os estudos que se propõem a estudar a vida de Cristo ligam-se a questões de fé e teologia, sendo difícil encontrar alguma proposta que discuta os acontecimentos em si, e foi isso ponto de interrogação mais interessante para tentar compreender a questão.

A igreja construiu ao redor da vida de Jesus dogmas imbatíveis e inquestionáveis e sendo assim a ciência parece ter se afastado das pesquisas desse acontecimento durante toda a idade média. Depois ao passo que o catolicismo foi perdendo a força, a ideia era se afastar de tudo aquilo que se ligasse a fé nas pesquisas, para que o empirismo do pesquisador não fosse prejudicado.

Assim uma parte importante da constituição do ocidente, em todos os seus sentidos, foi ligada muito mais a ideia de mito fundador do que de uma ruptura na estrutura de poder, através de uma nova filosofia de ver o mundo. Quando falamos em estudar a historia da ascensão do cristianismo falamos em estudar teologia, é interessante falar em teo porque remete a Deus e isso implica muitas coisas, implica inclusive uma carga imensa de misticismo, porem o cristianismo é muito mais um acontecimento histórico de proporções imensas do que simplesmente um estudo de Deuses e mandamentos divinos.

É claro que tenho muito pouca autoridade para falar no assunto, mas penso que não devo ficar calado porque minha opinião é tão valida quanto a de um padre ou de um juiz. Digo isso porque esse texto em específico põe uma questão que a sociedade em geral se nega a pensar, não por ela mesma não querer refletir, mas por existir toda uma estrutura de poder político-religiosa, elencando quem pode ou não ditar as regras na mudança de dogmas nesse segmento social tão presente em todo o estado, que é o religioso.

Deixemos de lado os dogmas do catolicismo ( não falo de outras religiões porque não conheço ) e vamos estudar a vida de Cristo como historia, como revolucionário que esse homem foi, como se estuda Ché ou Zapata nas escolas, é urgente ter uma concepção diferenciada da vida de Cristo, é urgente que outras interpretações sejam feitas como ciência, para entender por exemplo se houve a proposição de um outro sistema econômico, ou de uma afronta ao império romano nessa época. E não basta repetir a bíblia, fatos precisam ser reencontrados e repensados, não sendo uma nova abordagem sobre a ascensão do catolicismo, isso já se tem aos montes, é preciso se possível separar as coisas, e fazer uma busca pelos 33 anos que mais modificaram a forma de pensar no ocidente.

Só para dar um exemplo de como tudo deve ser revisto, uma parte interessante do evangelho me fez ficar sem dormir esses dias, comecei a refletir se Jesus chegou a pregar a igualdade entre homens e mulheres, se isso for comprovado toda uma estrutura religiosa estaria comprometida, já que a superioridade masculina é referendada pela igreja como sendo natural, entretanto fazendo uma leitura superficial (diga-se de passagem) percebi que, em vários momentos Cristo clama pela igualdade entre homem e mulher, e até mais que isso eu diria ele prega a não repressão feminina.

Já devem estar me chamando de louco eu sei, mas chamo atenção para um trecho famoso do texto bíblico “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra” analisemos essa frase : Em primeiro lugar a 2010 anos atrás Cristo defende uma adultera e entende seu ato como natural ao ser humano, sendo que ate pouco tempo no Brasil, o marido tinha direito de se separar se soubesse que tinha sido traído e outras coisas mais para não falar no voto feminino por exemplo. Em segundo lugar e mais importante, ponto chave da questão, quando se diz “Quem nunca pecou” necessariamente entende-se a mulher como parte da sociedade, isso pode parecer lógico hoje, mas naquele tempo não era, quando uma generalização de direitos era feita ( direito de atirar a pedra caso nunca tenha pecado) era generalizada só para homens, esse teor de igualdade é moderno e muito recente, não sendo natural á época, que tinha outra concepção do que era ser um cidadão, e com certeza ser mulher não fazia.

Outra questão chave nessa teoria, é a de que Jesus sempre deu demasiada importância para sua mãe, reconhecendo seu trabalho e sua importância, isso pode parecer comum atualmente, mas o ideal de família e, sobretudo de amor em família e importância da mãe na educação do filho é algo relativamente recente. Mães eram apenas “parideiras”, ou seja, Jesus nessa minha abordagem é muito mais libertário do que a religião propõe, na verdade eu diria até que a religião atrapalha as pessoas em fazer uma investigação mais real e aprofundada da vida de Jesus. Essa investigação poderia abalar seriamente as bases de uma sociedade sustentada no patriarcado e na opressão reflexo de uma estrutura medieval que se assegurava em bases teológicas, é importante lembrar que o segundo maior império do mundo ( talvez até o primeiro) que é o Vaticano, tem pelo menos uma “embaixada” em cada cidade do Brasil, e varias outras no mundo, e o primeiro maior império, os EUA sustentaram seu ideal de liberdade para destruir muitas outras nações em nome de Deus. Isso que trago não é novidade mas não pode ser esquecido nunca, pois mata-se a todo momento em nome de quem disse que se baterem em sua face deves oferecer a outra, se estudarmos mais a fundo esse revolucionário veremos que as mulheres foram para ele muito mais do que meros pedaços de costela, como aprendemos desde pequenos.

01 abril 2010

Incentivo para o lado errado

É costumeiro e marca de independência a posse do carro próprio. Já virou sonho de consumo muitas vezes posto à frente até mesmo da casa própria. Motivo de status e comodidade, o automóvel está cada vez mais acessível ao consumidor que sempre sonhou com seu ‘carrinho’. Há muito tempo, o objeto demonstrava muito mais status que atualmente, só o possuía quem tivesse um grande poder aquisitivo e com certeza não era qualquer ‘pé-rapado’ – sem ofensas, pois me incluo nessa categoria – que conseguia adquiri-lo. Sempre o mesmo papo de globalização e tudo mais é posto na mesa, mas não há como deixar esse processo de ‘evolução’ fora do deste assunto. Vimos que com o passar do tempo, a evolução do homem, da sociedade, do comércio e de tudo mais que abrange o dia-a-dia, as facilidades e condições humanas foram sendo encontradas e com muita ‘luta’ (ou não) chegamos ao ponto que estamos hoje.

É fato que o poder aquisitivo do brasileiro aumentou e a condição de trabalho também está melhor, o povo lutou pelos seus direitos e os têm como troféu que se guarda no lugar mais reservado da prateleira. Nos dias de hoje, há uma facilidade grandiosa em conseguir crédito, por exemplo, o que torna muito mais viável a compra de bens, sejam eles quais forem. Como percebido no início do texto, estou aqui para falar em um bem de aquisição específico: o automóvel. Todas as facilidades encontradas no mercado hoje incentivam o crescimento da compra e venda de carros, sejam novos ou usados e apesar de ser uma tecnologia à nosso favor, o homem está ‘viciando’ de forma não benéfica – alias, acho que vícios não podem ser benéficos. Na cidade onde resido carro não é uma necessidade de ultraurgência, embora facilite as atividades, diferente do que acontece em uma cidade grande que – como o nome já diz – pela sua grandeza, impossibilita que trajetos de certos pontos sejam feitos a pé.

Em cidades grandes ou de menor porte, o vício do carro está impregnado em todas as classes econômicas e isso pode ser considerado um dos grandes males do século – já são tantos. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, seria impossível atravessar a cidade a pé, o transporte público seria o melhor meio, mas nem é preciso comentar as condições de transporte em todos os lugares do Brasil, com certeza com algumas exceções, mas que desconheço. O meio mais fácil então é a compra do carro [ponto] Não há o que se discutir. A cidade pequena torna possível a caminhada, mas a comodidade que o carro trás não. Novamente a compra do carro é a melhor saída [ponto] Claro que muito do que vemos hoje nos grandes centros – e até nos pequenos, afinal minha cidade que tem pouco mais de trinta mil habitantes já está um caos – é culpa do consumidor, da população que não toma consciência de como a vida melhoraria se os carros fossem quando possível, deixados de lado.

Digo que uma parcela da culpa de tudo isso pode ser imposta a nós, mas a parcela é minúscula, afinal somos resultado da sociedade que vivemos, resultado da forma como o governo lida com nossas necessidades e por fim resultado da gana de grandes montadoras. Temos que tomar consciência de que se possível for, deixar o carro na garagem é um ato à nosso favor, porém o que poucos comentam é que o governo deve se conscientizar que incentivar a compra de automóveis da forma que o faz não é o mais correto. Apesar de muito nos beneficiar com empregos e tudo mais, nos prejudica e muito em outros aspectos. Ao contrário do que tem por papel, o governo deixa de lado transporte público – que para mim deveria de estar nas prioridades, junto com saúde e educação (segurança não é tão necessária se há uma boa educação) –, incentiva a compra desordenada de carros, abaixa imposto, facilita crédito, mas não investe em ônibus, metrô ou qualquer outro meio de transporte.

Eu sou mais um brasileiro que acha maravilhoso ter um carro, que assim que possível fará a aquisição do seu próprio, isso é fato, não estou dizendo que não deve haver incentivo de compra, que devemos desistir dos ‘sonhos’ – por mais fúteis que sejam -, mas há de ter além desse tipo de incentivo, o incentivo ao uso de transporte público, o deixando em boas condições. Quanto facilitaria o trânsito se as pessoas que passam horas presas entre carros e buzinas utilizassem de um ônibus ou de um metrô? Só vendo para saber, mas por meus pensamentos acho que muito. Países desenvolvidos normalmente possuem transporte público em ótimas condições, instigando todos a se recostarem e viajarem o invés de tirar o carro da garagem e se incomodar. Países de primeiro mundo possuem transporte e estradas boas, o que torna as coisas muito mais fáceis, afinal o transporte é primordial para o crescimento.

Em suma, o Brasil não está nem perto de uma solução para o transporte público – não que eu tenha notícias ao menos -, possui estradas em péssimas condições, sendo que pagamos altíssimos impostos na compra de carros – um carro no Brasil custa quase o dobro do preço do mesmo modelo comprado na Argentina ou México, por exemplo; sendo que possuímos fábricas de diversas montadoras em território brasileiro – e fora IPVA, pedágio e tantas outras taxas ‘escondidas’. O pior de tudo é que o incentivo a compra de carro continua e não importa se é um ‘pé-rapado’, pois com tantas condições somos capazes de sair da concessionária com um carro zero sem nem um ‘pila’ no bolso. Pessoas sem condições de manter um carro o compram, “afinal ta baratinho né?”. Não é marginalização, não é preconceito, mas é fato que uma pessoa sem condições não pode ter um carro, mas o tem, ai que vemos acidentes por falta de manutenção, falta de dinheiro pra gasolina, inadimplência e tudo mais. Fiquemos calmos, afinal não é culpa nossa; recebemos TODOS os incentivos para comprar, não temos outro meio de transporte decente, logo, compramos (mesmo que um mês depois tentamos a qualquer custo vender, pois não conseguimos pagar nem se quer a primeira parcela). Comprar, comprar, comprar, como zumbis alguns são programados e outros ainda fogem. Espero o dia que o próximo filme será lançado, já prevejo até o título: “O dia em que a terra parou II” – o motivo que não será mais o mesmo, agora o trânsito com seus carros será o protagonista, infelizmente a bilheteria não terá muito lucro, pois todos estarão presos em seus carros financiados escutando buzinas e xingamentos. Nos vemos em alguma rua qualquer.

28 março 2010

Justiça popular ?

Esta semana devido á falta de tempo, demorei a postar e agora o que coloco aqui não é bem um texto, só uma reflexão.
Estava pensando, se dois caras brigam em um bar e um fere o outro com uma faca, e em decorrência do ferimento o que se fere acaba morrendo, de que modo direto um acontecimento assim vem interferir na vida de outras pessoas que não tem nenhuma relação com os envolvidos na briga ?
No caso que foi julgado esses dias da Isabela, de modo direto, em que ponto esse acontecimento interferiu no funcionamento do estado ou ô feriu ? Qual a necessidade de crimes contra vida serem julgados pelo júri popular, visto que na maioria das vezes esses crimes ocorrem por causa de richas pessoais ?
Como eu disse esse post e só uma reflexão, depois quero postar um texto mais conciso e com opiniões mais fundamentadas, mas antes de terminar deixo o cerne da minha opinião : Considerando o estado um bem público do qual todos fazem parte, os júris populares deveriam existir somente quando os crimes cometidos fossem diretamente contra o estado, ou seja, contra o povo.
É evidente que quando uma criança é cruelmente assassinada por aqueles que deveriam ama-lá e protege-lá isso fere a moral publica, mas nem por isso deixa de ser um crime “particular” materialmente falando. Quando um governador rouba os cofres públicos ou um grande empresário sonega impostos, ai sim há uma ação direta contra o povo, e ai sim, cabe chamar um júri popular. Afinal foi o dinheiro de todos que foi roubado, o estado não deveria confundir ética com moral, esse show criado a partir desse julgamento foi muito mais para suprir nossas indignações cristãs do que para garantir o bom funcionamento da maquina publica.
Isso é uma farsa, um ataque a ideia de democracia e de justiça que custou muito caro a todos nós, só para no final das contas o óbvio ter acontecido.

19 março 2010

Herança maldita...

Não é fácil tomar as rédeas de um país com os “cavalos” em movimento. Apesar de todo o esforço que um presidente possa oferecer para endireitar os erros anteriores, sempre terá algo que ele não fez, mas que levará a culpa. Em contrapeso aos lados negativos de tomar posse com um antigo governo que não tenha sido de todo bom, há sempre os pontos positivos – esses sim bem aproveitados – que um governo atual pode levar pelo anterior. É de indignar quando em alguma discussão política as pessoas comparam o governo Lula ao FHC, tomando por parte as ações de Fernando Henrique como se fossem de Lula.

Apesar da minha memória curta com nomes, datas, siglas e outras coisas mais, lembro-me muito bem de há um tempo ter visto em algum meio de comunicação um artigo baseado em fatos – diferente do que muitos dos defensores do atual governo fazem – sobre como as ações de FHC continuam resultando em pontos positivos para nosso Brasil, ainda hoje. A maioria das pessoas que me conhecem, sabem o desprezo que tenho pelo nosso atual presidente – governo -, mas não estou aqui apenas para falar mal do mesmo, afinal jamais proferi uma palavra contra o seu excelentíssimo sem que os fatos estivessem ao meu favor. Realmente o crescimento do Brasil é evidente, não quero tirar isso do nosso povo, mas falta percepção para a maioria perceber é que o crescimento é “normal”. Nada mais lógico que o país hoje, esteja – em alguns pontos – mais avançado que na época do FHC, mas agora volto para o tal artigo que citei antes. O texto, cujo meu esquecimento não deixa lembrar mais detalhes, representava em números o crescimento que o Brasil tinha no governo passado, e o que tem no governo atual. Pois bem, como já era de se esperar – pelo menos para quem não possui nenhum fanatismo esquerdista – os avanços são constantes, o mesmo crescimento que tínhamos no nosso “ex-governo” temos hoje.

Como um gaúcho, preciso me prender a usar exemplos do meu estado. Nossa atual governadora – Yeda Crusius – sofreu e sofre até hoje diversas críticas vindas de todos os lados. Há um tempo economistas diziam que o RS era um caso perdido que jamais conseguiriam contornar o seu estado econômico, passamos pelo governo de Olívio Dutra que infelizmente terminou de quebrar o estado e depois por Germano Rigotto. Enfim chegou Yeda, uma economista de mão cheia que não tardou a tomar providências eficazes para “ajeitar” o Rio Grande. Porém a grande oposição não leva em conta o déficit zero que a governadora conseguiu alcançar, e apesar da visão pessimista de outros economistas e estudiosos, o gaúcho pode finalmente ver seu estado num recomeço. Embora seja difícil manter o foco, não estou aqui para defender um governo ou outro, estou para destacar a falta de memória do brasileiro – e não é uma falta de memória como a minha que pouco importa –, a falta de percepção e de reflexão desse povo e a facilidade com que são manipulados. Ao invés de analisar dados concisos para chegar a um “veredicto”, o povo engole qualquer notícia negativa ou positiva que os é apresentada, tudo seguindo apenas sua ideologia sem nenhuma percepção lógica.

Falta razão e sobra emoção na hora de decidir por um candidato, falta analisar os fatos passados, afinal olha onde está Collor, Sarney e tantos outros. A verdade está escancarada e nada se faz, isso é fato. As pessoas tendem a lembrar o que acontece hoje e ligar diretamente ao primeiro que conseguem, não pensam se aquilo não seria culpa do governo passado – que talvez venha a ser seu governo futuro -, é uma falta de vontade, me parece. Num país onde o povo vive que nem cavalo em desfile de sete de setembro – cagando e andando – não podemos ter nenhum tipo de esperança. Pena eu tenho do governo que sucederá o atual – agora falando em âmbito nacional – se Dilma levar tudo bem, as tramóias continuarão a ser escondidas; o “furo” na economia dificilmente será revelado, tudo ficará supostamente bem, mas se Serra – partindo do pré-suposto que ele será o candidato – chegar ao tão desejado cargo político... Só espero que a culpa de tudo que vem a se revelar nos próximos anos seja ligado ao governo Lula, se forem revelações positivas, maravilha – viva o Lula! –, agora quero ver quem o irá criticar quando muita coisa aparecer. Aposto que em muitos anos estará “escorado” em um cargo tendo ou não estragado com o país. Pior que a herança que ficará pra o próximo governo apenas a herança que Sebastian Piñera levou de Michelle Bachelet – não que os tremores tenham sido sua culpa, mas que pepino.

Fica de aviso, para pensarmos mais e analisarmos os fatos ao invés de sair falando a primeira coisa que nos é exposto. Ser um bom político é uma coisa, outra coisa completamente diferente é ser um bom administrador. Vejo Lula como um ótimo político, sem precedentes, populista, comparável a Getúlio, agora de administrador pra mim não tem nada, veremos nos próximos anos o quão errado estou.

18 março 2010

Uma Sugestão

Aproveitando que recentemente foi dia 8 de março e que esse ano faz 100 anos da instituição dessa data, deixo a sugestão do blog Feminista: http://feminista.wordpress.com/.
Não se trata de um blog atualizado frequentemente. Na verdade é como uma biblioteca digital, com links para download de várias obras que pensam a condição da mulher, desde as mais clássicas até as atuais.
Acredito sim, que mesmo com todos os avanços, ainda é necessário pensar e repensar sobre tal assunto, seja você homem ou mulher, pois nossa sociedade ainda se encontra permeada de muitas idéias machistas.
Fica a sugestão!!

14 março 2010

Pobre X Midia

É engraçado como os canais de teve confundem mídia com democracia, como se democracia fosse fazer o que se imagina nos canais abertos não importando a hora e nem os direitos do cidadão, esses mesmos canais que não exibem programas populares mesmo funcionando por concessão do estado como verdadeiras empresas particulares.
Conceito de democracia é algo interessante de se debater, pois sendo a democracia quase uma utopia em uma realidade como a nossa, ela acaba usada como contraponto ao direito do outro em função da defesa do pretenso direito de toda população. Isso é o que se vê na mídia hoje, em defesa do direito de mostrar toda e qualquer informação, a mídia age contra aqueles indivíduos que não tem noção mínima do poder de utilização da sua imagem pelos canais. O sujeito acaba acusado e julgado pelo publico antes que qualquer sentença seja proclamada contra ele.
Fico imaginando qual a melhoria para a sociedade é promovida quando um acusado de qualquer crime é ridicularizado em programas policiais, programas esses que se tornaram o novo vírus da hora do almoço. Em todo estado que visito há um programa no estilo “chumbo grosso” no mais baixo nível possível, utilizando de palavras de baixo calão e de ofensas contra os “bandidos” pegos, que em sua maioria são pobres sem a mínima educação, excluídos, utilizando verdadeiros trapos como roupas e muitas vezes com as marcas visíveis da violência policial.
Já deve ter alguém dizendo que estou defendendo assassinos, estupradores e ladrões, não é isso, e quem faz esse tipo de interpretação pode parar de ler agora caso não esteja propenso a pensar de uma forma diferente. E sim... Não estou mesmo querendo ponderar nada, nem a ação da policia nem os canais de teve, pois é uma tolice das maiores acreditarmos que “violência educa”. Não precisa ser pedagogo e nem sociólogo para ver que nos tempos em que o estado praticava agressões e torturas institucionalizadas, mergulhamos em nossa maior desigualdade social.
A mídia da ditadura é a mesma que hoje defende a democracia, e os seus programas são os mesmos que expunham de forma ridícula os ladrões de periferia.
Salvo raras exceções como a cultura ( e olhe lá), os demais canais são grandes representantes de correntes políticas, e sendo assim defendem posturas nacionais de um ou outro partido ( ou igreja ). Nos estados e municípios ( fora do eixo Rio - são Paulo ) as produções locais são voltadas a noticiários que informam acontecimentos corriqueiros que não desestabilizam o poder vigente, se isso tiver de ocorrer será feito em rede nacional, para que nenhuma besteira seja cometida pelos provincianos jornalistas de cada comarca.
Quando a grande população assiste então os ancoras locais criticarem duramente o estado de forma genérica e os “bandidos” de forma declarada, acham que estes “comunicadores” são verdadeiros heróis populares, não percebendo que sua critica ao estado é do cunho do senso comum, não sendo direcionada de forma alguma ao administrador competente.
Os exemplos são inúmeros de questões que não são discutidas em âmbito local, Goiás mesmo é cheio de grandes “segredos” como a divida publica que Marconi arrumou para o estado, a obra inacabada do centro cultural Oscar Niemeyer, a cara de amnésia alcoólica de um certo governador e o dinheiro monumental gasto com propaganda dentre outras coisas, pra não falar dos prefeitos e vereadores ladrões indiciados pelo MP sem que sejamos informados.
Nada disso é levado a fundo, só é mostrado quando não há como não mostrar, até porque o governo é quem financia a mídia, se não fossem as propagandas governamentais os veículos não conseguiriam se manter só com a iniciativa privada, e isso não sou eu quem diz, são os próprios canais.
Ou seja, quando um preso é criticado e humilhado, é para que nossa atenção saia do primordial e vá para o secundário, alem é claro de aterrorizar o cidadão dando fundamentação a discursos de repressão, o que convêm muito aos poderosos que tem alguma coisa para ser roubada, diferentemente da maioria do povo. Sem falar na oposição educação x segurança. É muito mais vantajoso para um político caminhar pelo argumento da segurança que pelo argumento da educação, pois educação demora a dar resultado e ninguém quer saber de pobre consciente e educado, somente de pobre que não rouba e respeita o patrão e é claro que não reclama de ônibus, de posto de saúde etc.
Por isso é preciso filtrar o que vemos por ai, com nossos posicionamentos alienados colocamos muita gente na cadeia e pouca gente na escola, é hora de lembrar que Brasil queremos, se é o país democrático ou se é um país alienado e controlado por poucos.
Vale lembrar que em Goiânia há um jornalista que á todo o tempo critica “ o pessoal dos direitos humanos” e a medida que isso continua, vamos criando um estado policial de repressão. Outro ponto é que dois terços da população carcerária hoje podia estar solta ( segundo um respeitado criminalista). Espero que não seja preciso alguém próximo estar preso para que mudemos de pensamento, embora isso não aconteça, pois só pobre vai preso no Brasil, e se você ao menos lê esse blogue já não é do tipo de perfil que tem parentes presos, só pelo fato de ter acesso a um tipo alternativo de mídia. É preciso pensar diferente e parar de abaixar a cabeça para á barbárie, refletindo quando ouvimos falar de democracia pela boca de quem mal sabe apresentar um jornal.

Obs, Postei sem fazer muitas correções, caso encontrem erros me mandem um e-mail, ou deixem um comentário.

Obrigado mais uma vez,

12 março 2010

Infelizmente são fatos reais...

Há alguns dias o stress tem tomado conta de mim. Para muitos tal incômodo se faz pelas tarefas corriqueiras, grande número de preocupações ou outros motivos mais ‘abstratos’. É com grande satisfação e raiva que cito o nome da minha raiva: atendentes da “Oi” e “BrTurbo”. Desculpem-me àqueles que se sentirem atingidos, mas preciso ao menos esboçar uma reação contra a calamidade que essas criaturas tornaram minha vida. Com seu ar de convicção, mesmo sabendo que não passam de respostas previamente decoradas, tentaram me irritar a todo custo – e conseguiram –, mas minha teimosia e apreço pelo dinheiro de cada dia não me fariam desistir.

Tudo começou em janeiro deste ano, quando tentava – a todo custo – baixar o valor pago ao provedor. Sempre fui contratante – não me considero cliente jamais, porque o que fazem comigo e com tantos outros não se faz nem ao mais chato dos ‘clientes’ – desta empresa, me adaptei bem ao provedor, mas de uns tempos para cá, achei de mais o valor de vinte reais que me cobravam pelos seus serviços. Foi então que entrei em contato com a “Oi” para assinar seu serviço de provedor, afinal a empresa já é responsável pelos meus serviços de fixo, móvel e internet. Pois bem, um valor bem abaixo daquele que eu pagava à “BrTurbo” me foi ofertado (três reais e noventa e nove centavos!), mas nada é tão bom quanto parece e nem tão ruim a ponto de não poder piorar. Ao contratar o plano, entrei em contato com minha “antiga” empresa de provedor para cancelar o serviço, foi ai que obtive uma oferta ainda melhor e que evitaria a dor de cabeça da mudança – isso é o que queriam que eu pensasse.

Meus passos seguintes foram “simples”. Uma dor de cabeça aqui, outra ali, mas nada de mais. Quando me dei conta já havia cancelado o plano recém contratado da “Oi” (tudo isso dentro do prazo legal) e fechado o valor certo (três reais e noventa e nove centavos) com a “BrTurbo”. Dois meses depois, estou aqui, relatando a pior rixa entre esse que vos fala (escreve?!) e as “bam-bam-bans” da telefonia e internet. Pois então, após esses “simples” passos, tenho grandes surpresas nas duas contas próximas, relativos ao mês de fevereiro e março.

Fevereiro: a “BrTurbo”, diferente do que a atendente me ofereceu, a cobrança de vinte reais e noventa centavos continuava ‘ativa’ na minha conta; já a “Oi” me cobrava o serviço do provedor – o qual havia sido cancelado . Novamente passo horas (sem exagero, foram H-O-R-A-S) de tormento e zumbido no ouvido para resolver os problemas. Tudo resolvido, finalmente! – ai que vocês se enganam, pois os atendentes passam horas árduas de treinamento para que nós, reles mortais, desliguemos o telefone com a falsa ilusão de solução, de satisfação.

Março: após o tormento de fevereiro e a retificação da conta, imaginei que março seria um mês tranqüilo, longe de qualquer voz irritante no telefone, longe de números de CPF, protocolo e tudo mais – novamente a falsa ilusão falando. Alguns dias após ter pagado a (nova) conta referente a fevereiro, chega a do mês três (março). Para minha surpresa – nunca param de me surpreender – além da cobrança da “BrTurbo” de vinte reais e noventa centavos, ainda havia uma multa de quarenta e cinco reais e oitenta e um centavos cobrada pela “Oi” pelo cancelamento do serviço, sendo que o mesmo foi feito dentro do prazo legal!

Mais algumas horas – mentira, MUITAS; foram MUITAS horas – com o telefone na orelha e hoje: dia doze de março de dois mil e dez, acredito ter resolvido meu problema. Foram dois meses para que a solução chegasse, mas nada me garante que mês que vem não receba uma conta cheia de “enganos” novamente. Tirei algumas conclusões que já ouvira por ai, mas muitas vezes pensei ser exagero. Esses filhos da PUTA – isso ai, pra todo mundo ler – não pensam; não são treinados para atender e satisfazer o cliente com uma solução ágil, mas o treinamento se volta para irritar o cliente até que ele decida pagar sem reclamar; pro final eu deixo uma sugestão: seria possível algum homem-bomba se infiltrar entre essa gente? Seria um sucesso. Deixo aqui minha declaração, mesmo sabendo que não vai fazer diferença alguma.

P.S.: Para não me estender muito, deixei de lado a citação que tive um dos celulares que está dentro do plano Pluri da “Oi” roubado. Como meu chip era da antiga “BrasilTelecom”, a loja não poderia resolver meu problema, sendo assim: 10314 ai vou eu. Estou perto de ter que ligar pela terceira vez para aquela merda, pois não há jeito de pagar o tal chip para recebê-lo. É foda, infelizmente aqui não há concorrente, logo nos rebaixamos a agüentar o mau-trato que recebemos.

04 março 2010

CEPAE-UFG

É engraçado como certas coisas nunca nós abandonam, nascem com a gente e por mais que se tente deixa-las de lado, elas continuam lá, só esperando o momento exato para serem despertas.

Quando ainda nem fazia ensino médio já participava do grêmio estudantil do colégio de aplicação, um dos grêmios mais atuantes na época, importantíssimo na luta por melhorias do transporte coletivo e na defesa não só dos interesses cotidianos dos alunos (melhoria no lanche, melhoria dos horários, abertura para participação nos conselhos finais dos representantes de sala etc) como também do ensino de qualidade e da escola publica como um todo.

Adquiri muita experiência nesse tempo e conheci pessoas ótimas, mas como nem tudo são flores fui me desiludindo aos poucos, perdendo minha esperança e aumentando a desconfiança, não eram poucos os que me chamavam para partidos políticos e tentavam me doutrinar e eu... Eu detesto doutrinas!

Durante o ensino médio deixei o movimento de lado, queria fazer de tudo para me preocupar só comigo e assim ser mais feliz, meu mundo se reduziu aos meus interesses estreitos, e assim as coisas foram seguindo muito bem, embora meu sangue não fervesse mais, os debates, assim como minhas revoltas não ultrapassavam a porta das salas.

Mas como já disse no inicio, certas coisas são inerentes a alma, e sempre que havia eleição para representante de sala eu era eleito como suplente (mesmo que algumas vezes sem querer entrar) e isso não era coisa de nerd, acreditem se quiserem, o cargo de suplente era ótimo, funcionava como uma espécie de advogado da sala. O representante tinha lá suas funções que não me lembro quais eram, mas ambos ( o suplente e o representante) podiam participar dos conselhos, ver a nota de cada aluno e opinar.

O sistema do CEPAE- UFG (centro de ensino e pesquisa aplicada a educação - universidade federal de goias ) era de uma avaliação conjunta, nenhum docente dava a nota sem consultar os demais, e era ai que eu entrava, defendendo os mais ferrados da sala, às vezes até mesmo inventando historias, o argumento porexemplo de que o aluno tinha problemas na família sempre dava certo, amolecia até os mais rigorosos professores.

Assim ajudei a passar muitos colegas, quebrando sempre um código de ética idiota que não nós permitia contar o que acontecia nos conselhos, mas isso não me importava, afinal estava ali para isso, na função única de representar quem não podia participar de escolhas que poderiam mudar suas vidas.

O tempo foi passando e agora estou no direito, após três anos de um curso de audiovisual, por mais que eu tenha tentado me animar para o curso, faltava algo. Era porque não tinha jeito mesmo, acredito que nasci para o direito e agora na faculdade me encontro com colegas rebeldes do tempo de CEPAE, vejo minha identidade novamente como nunca vi no audiovisual, entrei para um grupo de discussão política como nos velhos tempos de escola e meu sangue ferve na vontade de ser útil a alguém, de ser representativo na mudança mínima que seja dessa sociedade desigual, é o que me move e me alegra e embora esse blog não seja um “paginas da vida” pois a ideia é contrariar com essa perspectiva de só falarmos de nós mesmos, eu deixo aqui uma parte da minha história pois é uma historia mais da escola publica e gratuita que formou os cidadãos pensadores do colégio de aplicação do que a minha vida propriamente dita.

É isso, vamos ser nossas profissões, achar nossos lugares, e dentro disso fazer o melhor ! Caso estejamos em abismos da ignorância onde a discussão política é vista como fanatismo, como conduta abominável, não nós deixemos esmorecer pois é esse o intuito dos que não pensam, dos mantedores dessa estrutura sem lógica! Lembremos sempre do nosso lugar de origem e dos nossos espíritos, porque eu sei... Sou e sempre serei um filho do CEPAE e meu único arrependimento foi não ter sido mais atuante quando estava por lá, mas agora após três anos vejo de novo meus camaradas e volto ao mundo da discussão e do pensamento.

27 fevereiro 2010

Haiti e tudo mais

Pois bem, nada melhor que recomeçar com as críticas mais prazerosas de se escrever. Não que goste que o país esteja onde – e como – está, mas é a vida. Recentemente nosso presidente fez um “tour” por alguns países aos quais dificilmente terão algo a nos oferecer. O Haiti, como de praxe, após o que aconteceu por lá, foi um dos destinos – entre outros, como Cuba, por exemplo – do nosso queridíssimo Lula. Dificilmente achamos um governo tão amistoso e solidário como o nosso atual; isso não seria de todo mal se o mesmo zelo que demonstra lá fora fosse praticado aqui.

O Brasil está dando a cara à tapa acolhendo os “fracos”, parece ser muito nobre, mas estamos “enfrentando” os “fortes”. Não falo de “puxa-saquismo” ou algo do gênero, porém há de se ter aliados que possam suprir aquilo que nos falta. Lula fala em nome do Haiti, pedindo que o FMI desculpe as dívidas que o país tem e ainda ajudando o mesmo com 100 milhões de dólares. O marketing internacional, com certeza o presidente está fazendo bem; afinal temos nós 100 milhões de dólares “sobrando” para tal ato de “caridade”?

Leio outro dia na coluna de algum jornalista por ai uma observação muito pertinente: se o dinheiro do pouso de Lula no Haiti fosse direcionado às pessoas atingidas pela catástrofe com certeza surtiria melhor efeito. Assim como sempre o dinheiro é mal gasto, utilizado para promover nosso presidente, e jamais levando em conta quem precisa ser levado. O pior de tudo isso é a impotência mesmo vendo o que acontece com nosso dinheiro. Fatalidade. Banalidade.

15 fevereiro 2010

De volta !

Há muitos dias que ninguém posta nada aqui, há muito tempo estamos postando poemas e vídeos, não que poemas e vídeos não sejam interessantes, alias de forma alguma queria ser interpretado desta forma, mas um fato não pode ser negado, há tempos que deixamos tudo um pouco de lado.

Fazer um texto demanda paciência e coragem, paciência para amarrar as palavras e tentar falar de algo interessante, coragem para expor algum pensamento, qualidade tão rara atualmente já que todos preferem apenas copiar algo pronto. Afinal de contas assim não se corre o risco de ser chamado de louco ou qualquer outra coisa, ou até mesmo de rirem dos seus erros de português.

Conviver com a critica e com idéias diferentes não é fácil e às vezes cansa e cansa muito! Viver uma vida tranqüila afogada em um pouco de ignorância, vendo tudo passar e não falar nada é com certeza maravilhoso. Um professor á muito tempo atrás citou um poeta inglês dizendo que ignorância é o melhor, esquecer de tudo e continuar seria a chave para felicidade, mas eu continuo sempre sorrindo haja o que houver, mesmo não me esquecendo de tudo, por isso escrevo.

Mas mesmo feliz em uma estratégia de fechar os olhos e se conformar, muitas coisas não fazem minha cabeça, um estilo de vida sem muito sentido como a musica do Zeca Baleiro : “Um filho e um cachorro”, um carro novo e comer fora no final de semana não é o que mais me agrada, sou desses que vê a rotina como um completo suicídio.

Acho extremamente chato e até fico um pouco indignado quando em outra cidade me identificam logo como um goiano.. Ok, desculpem, tenho amor a minha terra, não sou assim tão bastardo, mas a identidade do goiano ai fora não é das melhores, nos conhecem pelas nossas caminhonetes e estilo de vida burguês de classe média. Algo pouco louvável em minha concepção, muito depreciativo, pois como já escrevi aqui uma vez, classe média é a classe burra por excelência. Prefiro me colocar como pobre alta, pois tudo que é médio é medíocre, não sendo uma coisa nem outra, alem do que, nesse país os pobres são muito mais divertidos e generosos. Tem famílias enormes e festas onde se bebe a vontade sem ninguém ficar reparando pra encher o saco depois, sem falar que não ter nome é perfeito, pois assim não há o risco dele ser manchado com uma foto em qualquer coluna social ridícula.

Espero algo mais de tudo, sou um perfeito otimista e amo enfiar o dedo nas feridas de quem só sabe machucar, existe toda uma lógica dominante para que o sujeito não tenha consciência de classe, e isso acreditem se quiserem não é teoria da conspiração, logo que alguém adquiri algum poder, seja ele financeiro ou não, é inserido em outro grupo social, deixando para trás todas as suas revoltas. A frase dominante é “agora você pode” ou “mostre onde você chegou” e poder mostrar é abandonar, se esquecer de tudo, da sua escola publica e do ônibus e até mesmo das diversões que essas coisas trazem ( acreditem se quiser ) não há nada como crescer brincando nas ruas dos bairros de Goiânia.

Por isso tento ressuscitar este blog, mesmo que sem leitores ( acredito que perdemos os poucos que tínhamos) não esqueço do meu lugar e uma vida ignorante me irrita, tentam me levar á bons restaurantes e usar boas roupas, tudo bem, acho ótimo, mas sei que nunca vou fazer parte disso, nunca darei a devida importância que todos dão, gosto é do gueto, da confusão, e não sei diferenciar taças e talheres que nunca vi, enfim ser fino. Tenho um sangue ralo que nem de longe é azul, e isso me faz mover, me divirto muito, adoro ter á coragem que falta a todos os outros, tementes do julgamentos de qualquer estranho que se sente na mesa ao lado em um restaurante.

Enrolei muito só pra dizer que voltei, com meu queismo e outras repetições, para justificar também o tempo sem escrever, não eu não cedi a demência daqueles que só abaixam a cabeça e reclamam pelos cantos, estava fora, mas foi por um bom motivo, passei no vestibular!! Vou fazer direito, quero ser promotor do MP para me divertir ainda mais, porem ainda demora um pouco e enquanto isso escrevo e tento ajudar aqueles que posso. Ah... tirei 38 em redação, como pode, um quase analfabeto tirar 38 ? Mas esse blog ajudou muito e algum corretor louco deve ter se identificado comigo, prometo fazer de tudo para postar o máximo de textos, algumas vezes o tempo vai apertar e será preciso um poema ou vídeo, mas agora é a exceção e não a regra.

14 janeiro 2010

Acho que nem sou daqui ..

Algumas vezes eu penso
Que não faço parte disso
Algumas vezes eu vejo
Caírem grandes promessas
Que não fiz

É difícil acreditar
Que não há nada além
Que se está sozinho
Mas não há lugar para ficar
É um outro caminho

E não há nada á sentir
Esperando apenas
Qualquer coisa
Que faça acreditar

Vendo uma cidade
Escondida em becos
Algo diferente acontece
E a realidade vive
Entre grandes aspirações
Nada que eu queira
Ou siga

Algo controla
Pensamentos estranhos
Que se ocultam
Em desesperada harmonia
Gritos baixos
Não mostram descontentamento
E seguem em objetivos
Que não são seus

Algumas vezes eu penso
Que não faço parte disso
Algumas vezes eu vejo
Que nem sou daqui
Mas é por muito pouco tempo
Pra que a ordem do momento
Não se altere
Espalhando então
Verdades em um ventilador