28 maio 2010

A nós é IMPOSTO.

Sinceramente, eu gosto de pagar impostos. Não gostar do modo mais literal da palavra, porém entre todos os males é o menor. Apesar de grande potencial de julgamento que tenho, não julgo o Brasil por sua carga tributária. Sonegar e reclamar pela grande carga tributária todo mundo faz, porém poucos enxergam a suma importância desses tributos. Não posso dar uma de bom moço, e omitir que por muitas vezes sonego imposto, porém concordo com as cobranças. Os preços são absurdos, de fato; é caríssimo comprar, por exemplo, um software original, um cd ou DVD, ou tantas outros objetos que buscamos no dia-a-dia. Entretanto nada se faz sem um bom recolhimento de impostos. Normalmente, se alguma equipe de reportagem, se dirige à um supermercado fazer uma reportagem sobre os tais tributos pagos pelo consumidor, a única coisa que escutaremos dos contribuintes são reclamações. Reclamações sem fundamento, apenas partindo do princípio de pagar menos. Concordo que as coisas são caras, isso não se tenha dúvida, porém não vejo necessidade de diminuir os impostos. Dentre todas as mudanças necessárias a diminuição de tributos não é uma delas.

Problema

Como tudo não é um mar de rosas, teria eu que reclamar de alguma coisa, acredito eu com razão. “O Brasil é um dos países que mais paga impostos.” – mentira. É de fácil circulação esse tipo de afirmação, pondo o Brasil como um país muito mais injusto do que a veracidade de sua injustiça. Países de primeiro mundo, tem uma porcentagem de arrecadação parecida se não maior que o Brasil, e isso os auxilia quanto ao seu posicionamento de desenvolvimento. O dinheiro não nasce em árvore, não aparece por mágica e, muito menos, caí do céu. O governo precisa dele para cumprir com seu papel. Então se o problema não está na quantidade da arrecadação onde está? Digo à vocês – com certeza ninguém precisa de mim para dizer isso, é tão óbvio que apenas os mais leigos lerão esse textos e serão surpreendidos - está na distribuição. É muito fácil impor taxas para todo o lado. Recolher é uma arte fácil de ser tramada, o problema é saber distribuir; o grande vilão da qualidade de vida, é o retorno que o imposto pago nos trás. Ao contrário do que acontece aqui no Brasil, países de primeiro mundo, com grande quantidade de tributos, transferem boa parte do que lhes foi pago em benefícios à população. Muitos países não têm escolas particulares, as públicas são espetaculares; são esses mesmos países que dão atendimento médico de qualidade ao povo, pois é, difícil de acreditar. Duvido que algum brasileiro já tenha se imaginado indo à um posto médico e sendo atendido de forma melhor, impossível, sem desembolsar um real. Duvido.

Solução

Primeiramente, é impossível atingir uma fórmula mágica que resolva todos os problemas. Se a tivesse, certamente teria ganho algum dinheiro. O que falta no Brasil é a consciência, altruísmo e pluralidade. Aqui, todo mundo baixa a cabeça e faz por si. O político, chega ao cargo com um apoio magnífico, mas quando lá está, só pensa no pé de meia e ta nem ai para o mesmo povo que lá o pôs. O presidente, prefere tomar vinho e comer queijo, à resolver de uma vez por todas o problema de filas em postos de saúde. A população fica sem atendimento, as crianças sem escola, as estradas precisam de empresas privadas para mantê-las, e por ai vai. O Brasil é um país grande, tem uma arrecadação enorme, mesmo com tanta sonegação. Apesar de tanto roubo por parte dos políticos, sempre há dinheiro. Seria tão melhor se todo dinheiro que fosse investido na forma de impostos retornasse. O brasileiro não vê necessidade em pagar imposto, pois o governo não o instiga à pagar. É um por um e o todo que vá à merda. É assim que as coisas funcionam. Se fizesse diferença na hora de por o filho na escola ou de procurar ajuda médica, provavelmente ninguém mais aderiria à pirataria. Tanto clamam que paguemos impostos, tanto clamam que não ajudemos ao tráfico, porém nada fazem para ajudar nessa mudança. Querem que paremos de pagar uma instituição ilegal, que não nos dá retorno nenhum – a não ser a economia do próprio bolso – e comecemos a pagar uma instituição legal que continuará não nos dando retorno, mas pelo contrário da primeira citada, gastaremos absurdo a mais. Fico até imaginando um discurso sobre o tema, daria uma grande apresentação de Stand Up Comedy!

24 maio 2010

Morrer em vão

Os bons corações acreditam na humanidade, os moderados são falsos mas ajudam o próximo e os maus enxergam a verdade e á usam em seu favor.

Acredito ser desse meio, dos moderados, sem ter ilusões, ter fé na humanidade pra mim parece algo ridículo, sem fundamentação pensar que o homem é por natureza bom, prefiro Hobbes a Rousseau, prefiro uma verdade bem contada que uma mentira cheia de adereços. As pessoas se assustam com Hobbes e Maquiavel, com Nietzsche e outros mais, se assustam pela sua completa falsidade ou ilusão, mais falsidade que ilusão é verdade. Conheço poucos iludidos, são na sua maioria comunistas, comunistas de coração, mas a fé nos livros vermelhos costuma durar pouco e logo o poder corrompe as engrenagens do amor. Marx se torna um meio para receber títulos e um bom vencimento em faculdades e sindicatos, no fim é a ferramenta para uma vida alternativa na academia, aliando hipocrisia e conforto.

Já os que não são iludidos, os falsos, somos nós que conservamos, os conservadores, que fingimos estar fazendo algo dando dinheiro para o “criança esperança” cegando nossos olhos para a justiça e para o instinto carnívoro do homem, acreditando em Rousseau e em leis. Somos os piores, nazistas são assassinos declarados e por isso perseguidos, somos assassinos ocultos matando africanos de AIDS e chineses em manufaturas, somos piores, muito piores, somos medíocres.

Mas o que fazer? Sinceramente acredito que a resposta seja nada! Não há nada a fazer, talvez não optar por ser um consumista louco já seja um caminho, talvez tentar enxergar as coisas sem o véu da mentira seja também útil. Ter coragem é primordial, coragem para dizer o que pensa e estender a mão para quem está perto, mais do que isso é ilusão, é dar murros em facas afiadas.

Um amigo Marxista me diz sempre que o Marxismo é cientifico, um grande amigo, com um peito enorme para crer na humanidade sem medir palavras e atos. Hora, esse é justamente o problema, o Marxismo é cientifico, um modelo ideal, racional para seres irracionais para animais movidos por instintos, por paixão, por fama, poder e dinheiro.

O capitalismo é irracional, um sistema degradante e desigual e por isso tão forte! Tem sua força no inconsciente humano, hora o que são os cursos de publicidade se não escolas de ensinar a enganar o inconsciente? Fossemos seres racionais a realidade seria outra, como disse Aristóteles o bem comum é a lógica em si, hoje te ajudo amanha você me ajuda, não existiriam bancos e as pessoas não andariam sozinhas nos carros, o que é a maçonaria se não uma grande organização que prega a cooperação mutua? Por isso maçons são ricos, por isso os pobres que são desunidos pagam duas vezes o preço de uma cama que custaria duzentos reais, pelo simples fato de não ter quatro amigos que cooperem entre si e emprestem cinqüenta cada.

Não é uma matemática difícil de ser feita, o problema e que não agimos segundo a matemática, queremos ser melhores e com esse intuito acabamos por ser iludidos pelos que estão no topo, os mais espertos, os que sabem como funciona o sistema, os operadores, os "malvados" Srs de terno conscientes do preço do dinheiro.

Uma historia rápida (que todos conhecem) para ilustrar como a humanidade nunca foi racional: Primeira guerra mundial, a Europa se destrói, vira um campo aberto de cadáveres, Marcel Duchamp mostra em suas obras como toda a tecnologia e nacionalidade não serviram pra nada, todos acreditam que nunca mais algo parecido iria ocorrer.

Segunda guerra, pior ainda que a primeira, pessoas são escravizadas e queimadas em campos de concentração, a guerra acaba e a ONU é criada para estabelecer a paz mundial, o mundo esta no alvorecer dos pactos de paz e direitos humanos. Guerra fria, bombas que poderiam destruir a terra são criadas, justo por aqueles paises que participaram dos pactos pela paz, pelo julgamento justo dos crimes de guerra em Nuremberg ocorridos na segunda guerra.

Eu só queria ouvir dizer de alguém que pudesse me explicar em termos lógicos que a humanidade poderia ser diferente, expliquem me o bem, porque o mau é muito óbvio embora disfarçado pelo Direito, pelos tratados e pelas novelas. Talvez acreditar no mau seja o começo para recobrar a consciência, fazem mais de duzentos anos que a bandeira da bondade humana, da revolução baseada em Rousseau tremula sobre nós e foram os anos mais cruéis de todos os tempos, uma mentira bem contada mata mais que as verdades dos filósofos pessimistas.

A democracia representativa é o maior trunfo da manutenção do poder já idealizado na historia, não é preciso mais levantar a arma, o estado faz isso pelo capital dos comandantes, e se o estado é de "todos" a culpa não é de ninguém, é do "bandido" que quebrou o contrato!

Nesse contexto, roubar é um ato de dignidade, defender sua dignidade, lutar pelos seus direitos, seu direito de ter uma casa e dar uma escola para seu filho, passe no primeiro banco e faça um vale, pegue do estado o que esta garantido constitucionalmente, afinal esse é o contrato! Não existe bom ou mau, é só a selva, o instinto, não há lógica, é um jogo e ganha quem tem ousadia e é esperto, lute pelos seus, mais que isso é morrer em vão!

14 maio 2010

Sobre carros e direção

Muito se fala sobre “se beber não dirija”, porém muito pouco, de fato se faz. Beber é bom, e isso ninguém nega. Nada melhor que terminar uma noite sob o efeito expansivo do álcool. Alguns preferem outros “combustíveis” que tratem de ligar e providenciar a melhor noite de suas vidas. Digo noite, pois é lá que está a maior parte do festerê. Tem a cerveja de domingo, de sexta, de sábado, de segunda, terça, quarta e da quinta também, por que não? Pois bem, fato é que qualquer indivíduo que já tenha passado por bons momentos de diversão alcoólica, logo retornará procurando a nostalgia. Eu mesmo, admito que o álcool me acompanha durante muitos dias. Vivo sem, mas prefiro não dispensar uma cervejinha ou um vinho pra esquentar, ou embriagar. O certo é que todos se apavoram com as notícias de morte ou até pior que aterrorizam os noticiários diariamente. O problema é que o pavor dura pouco tempo.

Certo dia, jurei a mim mesmo jamais beber e dirigir ou dirigir e beber. Pecador. Preciso admitir que, ao contrário do que prometera, já fiz isso. Por muitas vezes voltava a retomar o assunto, dizendo que: “agora sim, nunca mais vou beber e dirigir”. Mas sempre acontece. Já tive algumas surpresas por isto, felizmente nunca me aconteceu nada. Na maioria, digo maioria das vezes, a bebida não me afetou a ponto de meus reflexos maiores me abandonarem. Agora imagino, como vou julgar o camarada que mata uma família depois de beber, se eu mesmo, por menos que seja, já bebi com as chaves do carro na mão. Como há muito se sabe: falar é fácil, difícil é fazer.

É sempre possível passar da tristeza à felicidade, o álcool é um companheiro que por vezes nos ajuda, contudo, muito mais fácil é o nuance da alegria ao choro. Se vê, ao longo de estradas, a imprudência de motoristas embriagados pela bebida ou mesmo pela sua estupidez. Caçam uns aos outros, em ziguezague, como quem está numa pista de corrida. Bom seria se apenas os que isso fazem morressem. Tudo bem, foi-se mais uma vida. Inútil. Ruim mesmo é quando essa brincadeira sem escrúpulos acaba por infernizar uma outra família, que por mais pecadora que possa ser, nada tinha com a brincadeirinha. Já passei por isso, já senti outra vida em minhas mãos, ou melhor, o final delas em minhas mãos, e digo: não é nada bom. Dera-nos se em breve conseguimos acabar com isto, seria para o bem de todos.

Digo que a bebida é boa, se faz mal, pouco importa, porém, não nego que haveriam outros modos de chegar ao ponto que o álcool nos leva. Serve a escolha de cada um. Ninguém deve parar de beber, mas sim saber das suas futuras condições. São raras as vezes que tenho esta indignação por meio deste assunto. Desta vez tive e resolvi escrever. Um depoimento, uma confissão, ou seja lá como se chame isto, admitindo os erros é que podemos consertá-los, logo é isso que faço. A morte é certa, mas existem muitos meios mais dignos e favoráveis de perecer. Pular de uma ponte, seria uma. De um prédio. Morrer numa batida de carro? Que clichê! Nem nisso eu quero ser igual aos outros. Façamos nossa parte, só espero que se algum bêbado bater contra mim eu esteja bêbado o suficiente para não sentir. Brincadeira. E como de costume: se beber não dirija. Até mais.

13 maio 2010

Modificações

Ao que me parece vamos dar uma reduzida nas atividades aqui do blog, fazer umas modificações e ver mesmo quem vai querer continuar, o espaço continua aberto a quem queira expressar sua opinião, as propagandas de divulgação na internet foram excluídas e não há previsão de retorno tal como era antes, embora isso não implique o abandono do blogue, da minha parte farei sempre o possível para colocar algo aqui.
obrigado a todos que tem nos acompanhado.

06 maio 2010

Caminhando na duvida

Fiz todo o possível para procurar na minha mente em algum lugar bem guardado um assunto que pudesse discutir aqui com idéias que fugissem do senso comum. Não consegui é um verdadeiro paradoxo, entro em uma nova faculdade, leio coisas novas e fico sem assunto. Não sei talvez as coisas precisem de tempo para amadurecer, talvez esteja com pensamento tão focado em um só sentido que tenha esquecido de todo o resto.

Essa historia toda do direito como forma de regulamentar a sociedade sendo estrutura necessária de poder e ao mesmo tempo do direito como alicerce de uma determinada classe dominante confunde um pouco e faz refletir sobre a natureza humana, o homem, seu comportamento, sua liberdade, seus anseios. Estudar direito é ter uma reflexão filosófica sobre as bases em que ele se fundamenta, são conceitos abstratos, a liberdade, a igualdade a segurança e até mesmo a propriedade quando se diz respeito ao equilíbrio na sociedade.

Por isso antes de ter pensamentos práticos e objetivos minha mente caminha na duvida, acredito que ando sem opinião, mas até isso percebo ser uma forma de escolha, os veredictos têm muita força, pois referendam a uma teoria o aspecto da verdade e uma vez contada uma verdade, outras idéias são construídas encima dela, verdadeiros castelos de carta que podem prejudicar inocentes, foi assim com as teorias eugenistas que por se proporem científicas foram aceitas como corretas durante muitos anos, influenciando políticas publicas em todos os aspectos : criminais, de saúde , de educação.

Por hoje é isso, não me arisco a caminhar mais sobre os assuntos do direito, quem regulamenta a sociedade interfere na vida de todos, e com todos não se brinca. não me incomodo tanto com essa confusão momentânea, eu que não acreditava em homens sem opinião, vejo agora a importância do silencio e da observação.

E ahh... desculpem pela demora com os posts, as coisas as vezes complicam um pouco por aqui, abraços!