A medida que não te tenho me desumanizo, a medida que tento te achar me torno medíocre, porém é preciso quando se procura viver como um comum e encontrar sonhos que não são seus, afinal não se vive sozinho e a coragem de um sonho solitário quase sempre descamba em pesadelo. A medida entre a coragem e a burrice! O que mais doí é que em uma sociedade de medíocres quase toda coragem é burrice! E eu, eu não consigo viver sozinho, o sorriso dos outros alegra meu coração, é preciso sorrir, eu rio de qualquer coisa nessa vida, pra não me tornar louco me torno palhaço e levo a vida com humor, alienação! Em um longo processo de dia após dia tomar para si o que não é seu, ser como os demais, ser como a música do Zéca Baleiro, querer apenas uma vida em um comercial de margarina, um filho e um cachorro, torcendo pra não se tornar Mrs. Dalloway.. Ahh... mas isso não me afeta, ou já não me afeta, quem sabe como foi o passado ? Construo o que existiu com os olhos de hoje, e essa é a grande maravilha da vida, de se reinventar a cada momento, de tornar-se comum e um pouco.. medroso quem sabe, com essa cara deslavada e mentirosa de que nada me afeta! mas será mesmo que afeta ? que é realmente mentira ? As vezes estamos certos e não sabemos... o tempo é quem diz, no final das contas tudo continua e a vida é isso, é o que é, um eterno processo com muitos procedimentos, com uma morte inesperada ou não... É só uma perspectiva, tem se coragem de fazer tudo porque pode tudo acabar amanha, tem se medo de ir a esquina, porque ir a esquina pode ser fatal... é o que dilata as pupilas e faz bater forte o coração, mas voltando ao inicio se é que é isso mesmo, medo medo medo me diga onde se esconde, que eu quero te encontrar ! Porque um cachorro eu já tenho...em breve dois cursos e algum título de sei la o que, minhas histórias frenéticas?? Isso não importa, não é mérito algum, mérito é ter medo... e se divertir comendo!!
24 Junho 2011
Medo medo medo!
A medida que não te tenho me desumanizo, a medida que tento te achar me torno medíocre, porém é preciso quando se procura viver como um comum e encontrar sonhos que não são seus, afinal não se vive sozinho e a coragem de um sonho solitário quase sempre descamba em pesadelo. A medida entre a coragem e a burrice! O que mais doí é que em uma sociedade de medíocres quase toda coragem é burrice! E eu, eu não consigo viver sozinho, o sorriso dos outros alegra meu coração, é preciso sorrir, eu rio de qualquer coisa nessa vida, pra não me tornar louco me torno palhaço e levo a vida com humor, alienação! Em um longo processo de dia após dia tomar para si o que não é seu, ser como os demais, ser como a música do Zéca Baleiro, querer apenas uma vida em um comercial de margarina, um filho e um cachorro, torcendo pra não se tornar Mrs. Dalloway.. Ahh... mas isso não me afeta, ou já não me afeta, quem sabe como foi o passado ? Construo o que existiu com os olhos de hoje, e essa é a grande maravilha da vida, de se reinventar a cada momento, de tornar-se comum e um pouco.. medroso quem sabe, com essa cara deslavada e mentirosa de que nada me afeta! mas será mesmo que afeta ? que é realmente mentira ? As vezes estamos certos e não sabemos... o tempo é quem diz, no final das contas tudo continua e a vida é isso, é o que é, um eterno processo com muitos procedimentos, com uma morte inesperada ou não... É só uma perspectiva, tem se coragem de fazer tudo porque pode tudo acabar amanha, tem se medo de ir a esquina, porque ir a esquina pode ser fatal... é o que dilata as pupilas e faz bater forte o coração, mas voltando ao inicio se é que é isso mesmo, medo medo medo me diga onde se esconde, que eu quero te encontrar ! Porque um cachorro eu já tenho...em breve dois cursos e algum título de sei la o que, minhas histórias frenéticas?? Isso não importa, não é mérito algum, mérito é ter medo... e se divertir comendo!!
21 Novembro 2010
O poeta e o "vencedor"
Todos os lugares
Na audácia de prever o futuro
Por conhecer o passado
Tão inocentes os que acreditam saber
Tão prepotentes os que acreditam ter vencido
Nada esta perdido
Nas careiras do vento
Num poeta desconhecido
Falando sobre tudo
Não conhecendo nada
Chega sua obra em caixas
Textos anônimos
Esquecidos
Sem a autoridade do autor
Importando mais quem fez do que o foi feito
Desconstrutor humilde de falsas verdades
Ainda vive
Sabe que ninguém sabe
Por isso sabe muito
Não conhece nada
Viveu o mundo
Dias na memoria
Artesanalmente criados
Na violência e inconstância das aguas
Moldando rochedos
Não é ninguém
Por isso é todo mundo
É qualquer um
É o povo
A representação do sentimento humano
O que há de mais sublime
Poeta desconhecido
Quem acreditou vencer
E viveu apenas uma vida
Todos os lugares transformados num mesmo
Vencia cada momento
Sua vitoria própria de não mudar
Ganhou e fechou-se em si mesmo
Homem conhecido que morreu
Poeta desconhecido que perdeu
Despojou-se em cada canto de um preconceito
Levou uma beleza
Vivendo em cada sorriso
Existem ainda senhoras
Que ao anoitecer rezam por ele
E como uma lenda
Contam sua historia
Para as jovens filhas sonhadoras
Em tom de segredo feminino
Das antigas mulheres que na repressão
Olvidaram o amor e aceitaram o poder
O mito viaja as antigas ruas
Sem saber por onde anda
O poeta desconhecido
Homem conhecido
Vencedor que todos localizam
Tumba de faraó
Temida ainda em pesadelos
Nome de ruas
Exemplo de austeridade
Pobre ser que ninguém amou
Mas a todos comprou
17 Setembro 2010
O peso e a coragem
As tensões demarcam
A ousadia referenda
A ousadia assusta
A paciência espera
A paciência faz mediação
E os homens valem respostas
De cada momento
De cada situação
Quem melhor se adéqua
Quem melhor responde
Quem suporta a pressão
E os homens valem a pressão
De uma difícil decisão
Responsabilidade em cotação
E assim...
Os homens valem o peso e a coragem de cada decisão
Postei ai um poeminha bem bobo, acho que tem a ver com eleições, particularmente não conheço ninguém digno de nada que esteja se candidatando, nenhum homem ou mulher possam valer alguma coisa =p
Ps: sei que esse blog anda meio esquecido e não prometo melhoras, espero que entendam o momento, afinal é preciso sobreviver, mas o dia chegara em que os textos serão revistos e as discussões estimuladas
abraços x)
05 Setembro 2010
O mito da democracia
Plantam a ilusão da democracia nos nossos olhos de dois em dois anos e ainda enchem o saco tentando fazer pesar a consciência dos mais sóbrios que são sem duvida os desiludidos, eu não acredito em ninguém e essa é uma das poucas coisas em que me acho inteligente.
Agora é o ano de escolher o presidente, e quando digo que Dilma e Serra não são lá muito diferentes, assim como Iris e Marconi ( esses então nem se fala..) vem logo alguém defender uma postura e o engraçado e que no discurso de defesa de um candidato o apesar de é a figura mais freqüente, outra é a comparação, ou seja, tal candidato é bom apesar de... ou tal candidato não é bom mas é melhor do que... chega, isso irrita, isso me estressa, não vou votar em ninguém, não tem lógica nenhuma e parece que estamos todos de olhos vendados, não é possível, como alguém cola um adesivo no carro e estraga a pintura com a foto de um candidato que não conhece ¿ um infeliz, seja quem for, que já enriqueceu a família, que anda de carro importado e que tem como função ajudar um país de miseráveis ¿ qual a lógica de gastar um milhão em campanha e ganhar menos de vinte mil por mês ( no caso dos deputados) ¿ é matematicamente inexplicável, ai dirão com certeza que nem todos gastam isso... claro, quem não gasta também não ganha e continuamos nadando na praia, nadando na praia, é isso e só isso... Eterna depressão das eleições, então, podem ate me chamar de despolitizado, mas não podem me chamar de burro, pelo menos isso não, um poeta dizia que ignorância era a melhor coisa que existia, talvez seja mesmo, empolgar com a Dilma ou com o Serra como se fosse Corinthians e São Paulo, Vila e Goiás, eu não quero eu não vou, eu tenho vergonha, muita vergonha, vergonha de morar em um estado em que restam seis Ava canoeiros e ainda assim dois grandes milionários de mesma ideologia disputam o governo, um dono de uma metade o outro dono da outra metade, eu que não sou dono de nada não prego um botão, ate pensei em votar, mas participar disso já é em si ir contra o raciocínio lógico que eu esforço tanto para conseguir, meu voto é nulo.
É isso e só isso, nem vou corrigir, já perdi tempo demais e aprendi a pensar em mim já que é preciso sobreviver e o tempo não volta, as pessoas não tem cura, e não é pela falta de conhecimento antes que um intelectual pretensioso, desses que acreditam que “pobre” não sabe votar venha falar alguma coisa, como se quem estuda fosse a luz da sabedoria, quem não saber votar somos todos nós, porque quem depende da confiança do povo não pode errar nunca, eu faço de tudo pra não errar, porque votaria em políticos que erram tanto, eu não confio em quem trai suas ideologias, porque votaria em políticos que fazem isso a todo momento, ai vem me dizer que é jogo é estratégia... Hora, estratégia de que ¿, esse alternação de poderes existe desde sempre... Só não quero ser burro, o que confiou, o que acreditou, isso faz mal demais pro meu ego.
e como disse, depois corrijo ou não, não vou perder meu tempo, vou cuidar do espírito do outro mundo, quem dera esse mundo fosse cristão, quem dera ate eu mesmo fosse verdadeiramente cristão, não teríamos eleições.
28 Maio 2010
A nós é IMPOSTO.
Sinceramente, eu gosto de pagar impostos. Não gostar do modo mais literal da palavra, porém entre todos os males é o menor. Apesar de grande potencial de julgamento que tenho, não julgo o Brasil por sua carga tributária. Sonegar e reclamar pela grande carga tributária todo mundo faz, porém poucos enxergam a suma importância desses tributos. Não posso dar uma de bom moço, e omitir que por muitas vezes sonego imposto, porém concordo com as cobranças. Os preços são absurdos, de fato; é caríssimo comprar, por exemplo, um software original, um cd ou DVD, ou tantas outros objetos que buscamos no dia-a-dia. Entretanto nada se faz sem um bom recolhimento de impostos. Normalmente, se alguma equipe de reportagem, se dirige à um supermercado fazer uma reportagem sobre os tais tributos pagos pelo consumidor, a única coisa que escutaremos dos contribuintes são reclamações. Reclamações sem fundamento, apenas partindo do princípio de pagar menos. Concordo que as coisas são caras, isso não se tenha dúvida, porém não vejo necessidade de diminuir os impostos. Dentre todas as mudanças necessárias a diminuição de tributos não é uma delas.
Problema
Como tudo não é um mar de rosas, teria eu que reclamar de alguma coisa, acredito eu com razão. “O Brasil é um dos países que mais paga impostos.” – mentira. É de fácil circulação esse tipo de afirmação, pondo o Brasil como um país muito mais injusto do que a veracidade de sua injustiça. Países de primeiro mundo, tem uma porcentagem de arrecadação parecida se não maior que o Brasil, e isso os auxilia quanto ao seu posicionamento de desenvolvimento. O dinheiro não nasce em árvore, não aparece por mágica e, muito menos, caí do céu. O governo precisa dele para cumprir com seu papel. Então se o problema não está na quantidade da arrecadação onde está? Digo à vocês – com certeza ninguém precisa de mim para dizer isso, é tão óbvio que apenas os mais leigos lerão esse textos e serão surpreendidos - está na distribuição. É muito fácil impor taxas para todo o lado. Recolher é uma arte fácil de ser tramada, o problema é saber distribuir; o grande vilão da qualidade de vida, é o retorno que o imposto pago nos trás. Ao contrário do que acontece aqui no Brasil, países de primeiro mundo, com grande quantidade de tributos, transferem boa parte do que lhes foi pago em benefícios à população. Muitos países não têm escolas particulares, as públicas são espetaculares; são esses mesmos países que dão atendimento médico de qualidade ao povo, pois é, difícil de acreditar. Duvido que algum brasileiro já tenha se imaginado indo à um posto médico e sendo atendido de forma melhor, impossível, sem desembolsar um real. Duvido.
Solução
Primeiramente, é impossível atingir uma fórmula mágica que resolva todos os problemas. Se a tivesse, certamente teria ganho algum dinheiro. O que falta no Brasil é a consciência, altruísmo e pluralidade. Aqui, todo mundo baixa a cabeça e faz por si. O político, chega ao cargo com um apoio magnífico, mas quando lá está, só pensa no pé de meia e ta nem ai para o mesmo povo que lá o pôs. O presidente, prefere tomar vinho e comer queijo, à resolver de uma vez por todas o problema de filas em postos de saúde. A população fica sem atendimento, as crianças sem escola, as estradas precisam de empresas privadas para mantê-las, e por ai vai. O Brasil é um país grande, tem uma arrecadação enorme, mesmo com tanta sonegação. Apesar de tanto roubo por parte dos políticos, sempre há dinheiro. Seria tão melhor se todo dinheiro que fosse investido na forma de impostos retornasse. O brasileiro não vê necessidade em pagar imposto, pois o governo não o instiga à pagar. É um por um e o todo que vá à merda. É assim que as coisas funcionam. Se fizesse diferença na hora de por o filho na escola ou de procurar ajuda médica, provavelmente ninguém mais aderiria à pirataria. Tanto clamam que paguemos impostos, tanto clamam que não ajudemos ao tráfico, porém nada fazem para ajudar nessa mudança. Querem que paremos de pagar uma instituição ilegal, que não nos dá retorno nenhum – a não ser a economia do próprio bolso – e comecemos a pagar uma instituição legal que continuará não nos dando retorno, mas pelo contrário da primeira citada, gastaremos absurdo a mais. Fico até imaginando um discurso sobre o tema, daria uma grande apresentação de Stand Up Comedy!
24 Maio 2010
Morrer em vão
Os bons corações acreditam na humanidade, os moderados são falsos mas ajudam o próximo e os maus enxergam a verdade e á usam em seu favor.
Acredito ser desse meio, dos moderados, sem ter ilusões, ter fé na humanidade pra mim parece algo ridículo, sem fundamentação pensar que o homem é por natureza bom, prefiro Hobbes a Rousseau, prefiro uma verdade bem contada que uma mentira cheia de adereços. As pessoas se assustam com Hobbes e Maquiavel, com Nietzsche e outros mais, se assustam pela sua completa falsidade ou ilusão, mais falsidade que ilusão é verdade. Conheço poucos iludidos, são na sua maioria comunistas, comunistas de coração, mas a fé nos livros vermelhos costuma durar pouco e logo o poder corrompe as engrenagens do amor. Marx se torna um meio para receber títulos e um bom vencimento em faculdades e sindicatos, no fim é a ferramenta para uma vida alternativa na academia, aliando hipocrisia e conforto.
Já os que não são iludidos, os falsos, somos nós que conservamos, os conservadores, que fingimos estar fazendo algo dando dinheiro para o “criança esperança” cegando nossos olhos para a justiça e para o instinto carnívoro do homem, acreditando em Rousseau e
Mas o que fazer? Sinceramente acredito que a resposta seja nada! Não há nada a fazer, talvez não optar por ser um consumista louco já seja um caminho, talvez tentar enxergar as coisas sem o véu da mentira seja também útil. Ter coragem é primordial, coragem para dizer o que pensa e estender a mão para quem está perto, mais do que isso é ilusão, é dar murros em facas afiadas.
Um amigo Marxista me diz sempre que o Marxismo é cientifico, um grande amigo, com um peito enorme para crer na humanidade sem medir palavras e atos. Hora, esse é justamente o problema, o Marxismo é cientifico, um modelo ideal, racional para seres irracionais para animais movidos por instintos, por paixão, por fama, poder e dinheiro.
O capitalismo é irracional, um sistema degradante e desigual e por isso tão forte! Tem sua força no inconsciente humano, hora o que são os cursos de publicidade se não escolas de ensinar a enganar o inconsciente? Fossemos seres racionais a realidade seria outra, como disse Aristóteles o bem comum é a lógica em si, hoje te ajudo amanha você me ajuda, não existiriam bancos e as pessoas não andariam sozinhas nos carros, o que é a maçonaria se não uma grande organização que prega a cooperação mutua? Por isso maçons são ricos, por isso os pobres que são desunidos pagam duas vezes o preço de uma cama que custaria duzentos reais, pelo simples fato de não ter quatro amigos que cooperem entre si e emprestem cinqüenta cada.
Não é uma matemática difícil de ser feita, o problema e que não agimos segundo a matemática, queremos ser melhores e com esse intuito acabamos por ser iludidos pelos que estão no topo, os mais espertos, os que sabem como funciona o sistema, os operadores, os "malvados" Srs de terno conscientes do preço do dinheiro.
Uma historia rápida (que todos conhecem) para ilustrar como a humanidade nunca foi racional: Primeira guerra mundial, a Europa se destrói, vira um campo aberto de cadáveres, Marcel Duchamp mostra em suas obras como toda a tecnologia e nacionalidade não serviram pra nada, todos acreditam que nunca mais algo parecido iria ocorrer.
Segunda guerra, pior ainda que a primeira, pessoas são escravizadas e queimadas em campos de concentração, a guerra acaba e a ONU é criada para estabelecer a paz mundial, o mundo esta no alvorecer dos pactos de paz e direitos humanos. Guerra fria, bombas que poderiam destruir a terra são criadas, justo por aqueles paises que participaram dos pactos pela paz, pelo julgamento justo dos crimes de guerra em Nuremberg ocorridos na segunda guerra.
Eu só queria ouvir dizer de alguém que pudesse me explicar em termos lógicos que a humanidade poderia ser diferente, expliquem me o bem, porque o mau é muito óbvio embora disfarçado pelo Direito, pelos tratados e pelas novelas. Talvez acreditar no mau seja o começo para recobrar a consciência, fazem mais de duzentos anos que a bandeira da bondade humana, da revolução baseada em Rousseau tremula sobre nós e foram os anos mais cruéis de todos os tempos, uma mentira bem contada mata mais que as verdades dos filósofos pessimistas.
A democracia representativa é o maior trunfo da manutenção do poder já idealizado na historia, não é preciso mais levantar a arma, o estado faz isso pelo capital dos comandantes, e se o estado é de "todos" a culpa não é de ninguém, é do "bandido" que quebrou o contrato!
Nesse contexto, roubar é um ato de dignidade, defender sua dignidade, lutar pelos seus direitos, seu direito de ter uma casa e dar uma escola para seu filho, passe no primeiro banco e faça um vale, pegue do estado o que esta garantido constitucionalmente, afinal esse é o contrato! Não existe bom ou mau, é só a selva, o instinto, não há lógica, é um jogo e ganha quem tem ousadia e é esperto, lute pelos seus, mais que isso é morrer em vão!
14 Maio 2010
Sobre carros e direção
Muito se fala sobre “se beber não dirija”, porém muito pouco, de fato se faz. Beber é bom, e isso ninguém nega. Nada melhor que terminar uma noite sob o efeito expansivo do álcool. Alguns preferem outros “combustíveis” que tratem de ligar e providenciar a melhor noite de suas vidas. Digo noite, pois é lá que está a maior parte do festerê. Tem a cerveja de domingo, de sexta, de sábado, de segunda, terça, quarta e da quinta também, por que não? Pois bem, fato é que qualquer indivíduo que já tenha passado por bons momentos de diversão alcoólica, logo retornará procurando a nostalgia. Eu mesmo, admito que o álcool me acompanha durante muitos dias. Vivo sem, mas prefiro não dispensar uma cervejinha ou um vinho pra esquentar, ou embriagar. O certo é que todos se apavoram com as notícias de morte ou até pior que aterrorizam os noticiários diariamente. O problema é que o pavor dura pouco tempo.
Certo dia, jurei a mim mesmo jamais beber e dirigir ou dirigir e beber. Pecador. Preciso admitir que, ao contrário do que prometera, já fiz isso. Por muitas vezes voltava a retomar o assunto, dizendo que: “agora sim, nunca mais vou beber e dirigir”. Mas sempre acontece. Já tive algumas surpresas por isto, felizmente nunca me aconteceu nada. Na maioria, digo maioria das vezes, a bebida não me afetou a ponto de meus reflexos maiores me abandonarem. Agora imagino, como vou julgar o camarada que mata uma família depois de beber, se eu mesmo, por menos que seja, já bebi com as chaves do carro na mão. Como há muito se sabe: falar é fácil, difícil é fazer.
É sempre possível passar da tristeza à felicidade, o álcool é um companheiro que por vezes nos ajuda, contudo, muito mais fácil é o nuance da alegria ao choro. Se vê, ao longo de estradas, a imprudência de motoristas embriagados pela bebida ou mesmo pela sua estupidez. Caçam uns aos outros, em ziguezague, como quem está numa pista de corrida. Bom seria se apenas os que isso fazem morressem. Tudo bem, foi-se mais uma vida. Inútil. Ruim mesmo é quando essa brincadeira sem escrúpulos acaba por infernizar uma outra família, que por mais pecadora que possa ser, nada tinha com a brincadeirinha. Já passei por isso, já senti outra vida em minhas mãos, ou melhor, o final delas em minhas mãos, e digo: não é nada bom. Dera-nos se em breve conseguimos acabar com isto, seria para o bem de todos.
Digo que a bebida é boa, se faz mal, pouco importa, porém, não nego que haveriam outros modos de chegar ao ponto que o álcool nos leva. Serve a escolha de cada um. Ninguém deve parar de beber, mas sim saber das suas futuras condições. São raras as vezes que tenho esta indignação por meio deste assunto. Desta vez tive e resolvi escrever. Um depoimento, uma confissão, ou seja lá como se chame isto, admitindo os erros é que podemos consertá-los, logo é isso que faço. A morte é certa, mas existem muitos meios mais dignos e favoráveis de perecer. Pular de uma ponte, seria uma. De um prédio. Morrer numa batida de carro? Que clichê! Nem nisso eu quero ser igual aos outros. Façamos nossa parte, só espero que se algum bêbado bater contra mim eu esteja bêbado o suficiente para não sentir. Brincadeira. E como de costume: se beber não dirija. Até mais.